A CIP – Confederação Empresarial de Portugal mantém a expectativa de um crescimento de 1,8% a 1,9% em 2025, destacando o dinamismo que a economia conseguiu manter no último trimestre do ano que agora findou. Dada a forte leitura do terceiro trimestre, é expectável que o crescimento trimestral abrande em cadeia, mas o ambiente em torno da economia nacional mantém-se positivo.
O Barómetro da Confederação relativo a dezembro sublinha a capacidade portuguesa de manter “os sinais de dinamismo que caracterizaram o terceiro trimestre” no conjunto dos últimos três meses de 2025, o que permite continuar a apontar a um crescimento anual próximo de 2%. Em concreto, a construção, serviços e comércio a retalho foram os principais impulsionadores desta performance.
“Em suma, para o último trimestre do ano, prevalece a perspetiva de um desempenho positivo da economia portuguesa”, lê-se no documento divulgado esta quinta-feira, que destaca a evolução favorável dos indicadores prospetivos, nomeadamente de confiança e clima económico, aliada aos indicadores de atividade em níveis fortes.
A juntar a isto, registou-se um aumento homólogo no consumo de eletricidade em novembro de 2,2% e o montante total de novos créditos aumentou 15,9%, outros sinais do dinamismo da economia portuguesa neste final de 2025. Em sentido contrário, a CIP destaca a “quebra de 8,4% e 2,6%, respetivamente, na produção automóveis ligeiros de passageiros e de mercadorias, depois do decréscimo também observado em outubro”.
Já olhando para este ano, a principal confederação empresarial do país mantém perspetivas positivas, destacando que “a evolução recente dos agregados macroeconómicos aliada a um contexto de relativa previsibilidade no contexto interno não deixam antever alterações substanciais na trajetória das principais componentes da procura interna”.
“Neste sentido, perspetiva-se uma trajetória de normalização do perfil da procura interna assente no reforço do investimento e no retorno do consumo privado a níveis mais moderados. Em paralelo, perspetiva-se uma recuperação da procura externa líquida suportada na recuperação das exportações e na moderação do crescimento das importações, ainda que subsista um grau relevante de incerteza no contexto internacional”, atira o relatório.
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