CIP pede 500 milhões de euros no SNS no Orçamento do Estado para 2020

Em agosto de 2019, “o défice do SNS já era de 256 milhões de euros, mais do dobro do inicialmente previsto no Orçamento do Estado para 2019”, frisa a CIP.

Cristina Bernardo

O conselho estratégico nacional de saúde da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defende o “reforço” do Serviço Nacional de Saúde em 500 milhões de euros “no mínimo”, por via do Orçamento de Estado para 2020, foi esta terça-feira, 15 de outubro anunciado.

“Face ao histórico e ao nível de execução em 2019”, a CIP entende que o SNS deve ser alvo de medidas para 2020. “O subfinanciamento crónico do SNS tem impactos negativos no acesso dos cidadãos à saúde, na organização dos serviços e na motivação dos profissionais, no planeamento da saúde, na entrada da inovação e nos prazos de pagamento os fornecedores”, lê-se no comunicado do organismo liderado por António Saraiva..

Por isso, a CIP defende a existência de uma orçamentação plurianual e de uma lei de meios que estruture o financiamento suficiente do SNS, da prevenção ao investimento.

“Neste momento em que está em preparação um novo programa de governo e está a ser elaborado o Orçamento do Estado para 2020 é a hora para assumir a Saúde como um desígnio nacional, mesmo em termos de desenvolvimento do país”, acrescenta o comunicado.

O SNS apresentou em 2018 um prejuízo de 848 milhões de euros, um “valor mais do que duplica o défice registado em 2017 e agrava, assim, a série de défices elevados consecutivos do SNS”.

Em agosto de 2019, “o défice do SNS já era de 256 milhões de euros, mais do dobro do inicialmente previsto no Orçamento do Estado para 2019”, frisa a CIP.

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