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Colégios particulares de ensino especial não abrem no primeiro dia de aulas de 2026

O protesto de 5 de janeiro, que conta com o apoio da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, é promovido pelos Colégios de Ensino Especial CITP – Centro de Intervenção Técnico-Pedagógica, Colégio As Descobertas, Colégio Bola de Neve, Colégio Eduardo Claparède e Externato Alfredo Binet.
30 Dezembro 2025, 22h49

A associação de colégios privados confirmou esta quarta-feira que não irão abrir portas no primeiro dia de aulas de 2026.

“Os colégios de ensino especial vivem uma situação financeira dramática pela falta de atualização dos apoios do Estado aos alunos”, diz a associação.

Atualmente, o Estado português despende por ano 3.488.799,82 euros [3,5 milhões de euros] para assegurar a educação de 487 alunos com necessidades educativas especiais.

O aumento mínimo de valor necessário para que estes projetos educativos possam subsistir é de 2.146.764,18 euros [2,15 milhões de euros].

“É necessário subir o valor global de financiamento para 5,6 milhões de euros para que esta franja da população, que não tem alternativa educativa, não fique em situação de marginalização e de exclusão educativa, com consequências gravosas não apenas para si, mas também para as suas famílias”, segundo a associação.

“Os diretores destes estabelecimentos de ensino, juntamente com professores, pessoal não docente e pais das cerca de 500 crianças e jovens que frequentam estas escolas, irão concentrar-se no próximo dia 5 de janeiro, às 10h00, frente ao Ministério da Educação, na Av. Infante Santo, em Lisboa, para lançarem um grito de alerta contra a exclusão e negligência que estão a viver e que está a afetar negativamente um conjunto muito significativo de famílias”, avança a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).

Este protesto, que conta com o apoio da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, é promovido pelos Colégios de Ensino Especial CITP – Centro de Intervenção Técnico-Pedagógica, Colégio As Descobertas, Colégio Bola de Neve, Colégio Eduardo Claparède e Externato Alfredo Binet.

“O futuro educativo de 487 alunos concretos, com necessidades educativas especiais, está em causa”, diz a AEEP que acrescenta que “para estes alunos, que frequentam estes colégios encaminhados pelo Ministério da Educação, não existem respostas no ensino regular”.

“O sistema de ensino especial está à beira do colapso, com instituições em risco real de encerramento e famílias confrontadas com a ausência total de alternativas educativas”, aponta a associação.

“É contra esta realidade que os colégios e as respetivas comunidades educativas se estão a mobilizar, para que o Ministério da Educação e Ciência reforce o apoio financeiro a estes alunos”, explica.

 


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