Com pandemia ou sem pandemia, não esquecer que é sempre preciso levar este país para a frente!

A única diferença entre o COVID-19 e qualquer outra doença (mais graves e não ainda erradicadas) que lastram pelo mundo, é que, esta pandemia é nova e “democrática”, ou seja, não faz qualquer distinção entre os países ricos e os pobres, afetando-os de igual modo.

Vivemos num mundo em que não se consegue falar em qualquer outra coisa que não seja o COVID-19 e em que saber o número de mortos e de infetados por Covid tornou-se um ritual diário para todos nós, naquilo que é uma espécie de “shot” diário de temor e medo.

Mas este mundo (cujas atenções encontram-se centradas em absoluto na pandemia) em que vivemos, é também o mesmo mundo em que morrem dois milhões de crianças por ano por causa da malária em todo o mundo (maioritariamente em África), mas estes são números que os países desenvolvidos e mais ricos optam por ignorar pelo simples facto de não os afetar.

A única diferença entre o COVID-19 e qualquer outra doença (mais graves e não ainda erradicadas) que lastram pelo mundo, é que, esta pandemia é nova e “democrática”, ou seja, não faz qualquer distinção entre os países ricos e os pobres, afetando-os de igual modo.

Restam poucas dúvidas que a vacina para a COVID-19 mais cedo ou mais tarde vai aparecer ou pura e simplesmente vamos nos habituar a viver com o vírus, exatamente da mesma forma que vivemos com muitos outros vírus e doenças, a grande pergunta que permanece neste momento é a que preço?

De forma acertada ou não, as medidas de confinamento que foram implementadas geraram um grau de disrupção da atividade económica a nível mundial que não tem precedentes. São milhares e milhares de discotecas que não abrem há mais de 6 meses, bares e restaurantes com lotação reduzida, eventos e concertos que não se realizam. Tudo isto representam produtos, artigos e bilhete que não se vendem, serviços que não se prestam e que, no final, muitos milhões de euros e dólares que deixaram de circular entre pessoas e empresas naquilo que simplisticamente corresponde, em valor, à maior destruição da atividade económica da história da Humanidade.

Queria contudo chamar a atenção para o facto de, agora a terapêutica evoluiu consideravelmente, o número de óbitos comparativamente com os infetados diminuiu imenso e do ponto de vista financeiro, o nosso país não aguenta passar por um novo confinamento e novas medidas que provoquem a destruição da atividade económica.

Neste aspeto é preciso que se diga que o Governo Regional da Madeira agiu bem e decidiu de forma rápida e determinada com a aplicação generalizada de máscara para todos e seguir com a atividade económica. Aliás basta ler a ótima entrevista do médico Álvaro Beleza que nos diz “a mãe de todas as medidas é a máscara. Penso que vamos ter de tornar a máscara obrigatória sempre”. Pois bem, o que este médico (a meu ver acertadamente) pensou, o Governo Regional da Madeira já implementou, porque a Madeira (tal como Portugal) é um destino turístico, depende dos turistas que a visitam e, de forma pragmática, precisa de implementar as medidas de precaução que são necessárias de modo a seguir em frente com a atividade económica e com as nossas vidas.

Porque no geral, mais cedo ou mais tarde, o que precisamos de fazer é deixarmos de fazer a contagem diária dos mortos e infetados, aceitar que vamos ter de nos habituar a viver com a existência do vírus (da mesma forma que coexistimos ainda com a Gripe A e outros vírus) e colocar a máscara, continuar com as nossas vidas, trabalhar, consumir e investir de modo a, todos juntos, levarmos este país para a frente!

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