Comissão Europeia quer acabar com moedas de um e de dois cêntimos de euro

Bruxelas prevê poupar assim 1,4 mil milhões de euros. Moedas de um e de dois cêntimos pesam 48% no total das moedas de euro em circulação. Comissão quer criar regras para impedir retalhistas de puxarem os preços para cima à boleia desta alteração.

A Comissão Europeia quer acabar com as moedas de um e de dois cêntimos de euro. A proposta vai ser apresentada e adotada pela comissão liderada por Ursula von der Leyen na quarta-feira , revelam o Süddeutsche Zeitung e o Politico que tiveram acesso a esta proposta.

A medida consta no plano entre as iniciativas com o objetivo de reduzir a burocracia: “Proposta para regras de arredondamento uniforme”, cujo objetivo é eliminar as moedas de um e de dois cêntimos.

Bruxelas prevê poupar assim 1,4 mil milhões de euros, segundo contas feitas em 2013, ao deixar de cunhar estas moedas para os agora 19 países que pertencem à zona euro (em 2013 eram 17).

No total existem 126 mil milhões de moedas de euro em circulação na União Europeia, com as moedas de um e de dois cêntimos pesam 48% no total, correspondendo a 61 mil milhões de moedas com este valor. Em média, cada cidadão da União Europeia detém 181 destas moedas.

De forma a mitigar o fim destas moedas, uma das possibilidades poderá ser o arredondamento, para cima ou para baixo, para o múltiplo de cinco. A Bélgica, por exemplo, introduziu esta regra desde o início deste ano.

A Comissão quer também criar regras para impedir que os retalhistas aumentem os seus preços quando a medida for introduzida, aponta o Politico.

Um eurodeputado alemão já veio a público criticar a medida. “O que a Comissão está a planear sob o nome inocente de ‘regras de arrendondamento uniforme’ devem fazer soar os alarmes”, disse o deputado Markus Ferber do CSU, partido de Angela Merkel no estado da Baviera, ao Süddeutsche Zeitung.

Ler mais

Recomendadas

Portugal continua com menos gente e cada vez mais velho

Uma população mais pequena, mais idosa, mas com poucas diminuições na percentagem em risco de pobreza. Tendência de decréscimo populacional e envelhecimento poderia ser ainda mais notória, não fosse o saldo migratório

Exportações de vestuário caem 43% em maio

A tendência de queda manteve-se em maio, com a indústria de vestuário a ter uma queda de 43% de envios para o exterior. Desde o início do ano, as empresas do setor perderam mais de 300 milhões de euros em exportações.

Vice-presidente da Comissão Europeia concorda com preocupações da CIP

Carta enviada em abril por António Saraiva a Ursula von der Leyen obteve resposta do seu “vice”. Valdis Dombrovskis defende “que a Europa deve estar equipada com os instrumentos necessários para enfrentar as consequências económicas e sociais da crise”.
Comentários