Como escolher o melhor seguro automóvel?

Ter um seguro automóvel não só é obrigatório por lei como é indispensável para proteção face a eventuais acidentes ou danos. Mas a questão que se coloca é: como escolher o melhor seguro automóvel?

Ter um seguro para o seu carro é indispensável para que possa conduzir em Portugal e no estrangeiro, garantindo que está protegido face a quaisquer acidentes ou danos que possam ocorrer. Mas a questão que prevalece é: como escolher o melhor seguro automóvel? Saiba tudo o que deve ter em consideração antes de tomar esta decisão.

Para que serve um seguro automóvel? 

Um seguro automóvel tem a finalidade de proteger os condutores e as viaturas intervenientes num acidente de viação, caso deste resultem prejuízos. Este seguro garante aos lesados o pagamento dos danos causados se a parte responsável pelo acidente não tiver disponibilidade para pagar os custos.

O seguro automóvel consiste num contrato entre a seguradora e o tomador do seguro, através do qual ficam estabelecidas as condições em que, mediante a ocorrência de um sinistro com um veículo motorizado, se dá a transferência de responsabilidade do tomador do seguro para a seguradora.

Este seguro é obrigatório?

Sim, em Portugal é obrigatório, por lei, ter seguro automóvel para todos os veículos terrestres com motor e respetivos reboques, para os quais seja obrigatório ter um título de condução.

Conforme consta no nº 1 do artigo 150º do Código da Estrada, “os veículos a motor e seus reboques só podem transitar na via pública desde que seja efetuado, nos termos de legislação especial, seguro da responsabilidade civil que possa resultar da sua utilização.”

Todos os condutores têm de ter um seguro auto para circularem, sob pena de incorrerem numa contraordenação que pode ir de 500 a 2.500 euros, se se tratar de um automóvel ou motociclo, ou de 250 a 1.250 euros caso se trate de outro veículo a motor, conforme disposto no nº 2 do artigo acima referido.

Para se certificar que escolhe o melhor seguro automóvel, que vá ao encontro das suas necessidades e disponibilidade financeira, deve recolher propostas de várias seguradoras de forma a comparar toda a oferta do mercado.

Que modalidades de seguro auto existem?

Existem dois tipos de seguro auto: o seguro de responsabilidade civil e o seguro contra todos os riscos (oficialmente designado seguro de danos próprios), sendo que a grande diferença entre os dois assenta na quantidade de coberturas que incluem e no facto de o primeiro ser obrigatório, ao passo que o segundo é opcional.

#1 – Seguro de responsabilidade civil

O seguro de responsabilidade civil é obrigatório por lei e serve para proteger pessoas transportadas e terceiros, com exceção do condutor, contra lesões corporais ou materiais provocadas pelo veículo em caso de acidente.

Conforme estipula a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), este seguro obrigatório tem de cobrir, pelo menos, 1.220.000 euros em danos materiais e 6.070.000 euros para danos corporais (estes limites normalmente são revistos a cada cinco anos).

O seguro de responsabilidade civil não cobre:

  • Lesões que o condutor responsável pelo acidente eventualmente possa sofrer;
  • Compensação por danos no veículo que é considerado culpado pelo sinistro;
  • Indemnização por todos os danos derivados de acidentes provocados de forma deliberada ou que negligentemente não respeitaram as normas de segurança rodoviária.

#2 – Seguro contra todos os riscos

Por outro lado, o seguro contra todos os riscos, para além de incluir todas as proteções que são obrigatórias por lei, engloba ainda uma série de coberturas opcionais cuja oferta varia consoante a seguradora e conforme a sua disponibilidade financeira.

As coberturas adicionais que pode acionar com a contratação do seguro de danos próprios para garantir um melhor seguro automóvel podem ser, entre outras:

  • Capital coberto pelo seguro de responsabilidade civil superior ao mínimo obrigatório;
  • Veículo de substituição em caso de avaria ou de sinistro;
  • Assistência em viagem;
  • Proteção dos ocupantes da viatura (incluindo-se, em certos casos, o condutor);
  • Cobertura de atos de vandalismo, furto ou roubo;
  • Quebra isolada de vidros;
  • Proteção jurídica;
  • Proteção contra raio, incêndio, explosão e/ou outros tipos de desastres naturais.

A ter em consideração: por ser muito mais abrangente do que o seguro de responsabilidade civil, o seguro de danos próprios possui, por norma, um prémio anual muito mais avultado.

Como escolher o melhor seguro automóvel?

#1 – Avalie as suas necessidades

Antes de escolher o melhor seguro automóvel para si, deve avaliar quais as suas necessidades individuais, pois as coberturas adequadas ao seu caso podem variar de acordo com a sua viatura, a utilidade que lhe dá e até com as condições atmosféricas da zona em que vive.

Por exemplo, imaginando que vive numa zona chuvosa e em que existe tendência para ocorrerem cheias, talvez faça sentido contratar um seguro com esta cobertura. Ou se der muita utilidade ao seu carro, pode ser benéfico contratar uma apólice que dê a possibilidade de ter um veículo de substituição em caso de avaria ou de sinistro, uma vez que pode existir uma probabilidade mais elevada de acontecer alguma destas situações.

Antes de começar a fazer simulações, deve definir quais as coberturas que realmente precisa de forma a diminuir o peso do seguro no seu orçamento familiar.

#2 – Faça simulações

Agora que já avaliou as suas necessidades e já sabe o que procura, deve simular e comparar os melhores seguros auto do mercado para se certificar que escolhe uma oferta que vá, também, ao encontro da sua disponibilidade financeira.

Cada seguradora está livre de fixar os prémios dos seguros, mesmo do seguro obrigatório. O preço final também pode ser influenciado pela antiguidade do automóvel, idade do condutor e há quantos anos possui carta de condução.

#3 – Coloque todas as perguntas necessárias

Na altura de escolher o melhor seguro automóvel, não deixe nenhuma pergunta por fazer à seguradora ou ao mediador de seguros, para garantir que esclarece todas as suas dúvidas. Segundo a ASF, são seis as perguntas que deve ver respondidas por estas entidades:

  1. Qual o preço da cobertura obrigatória e das coberturas opcionais?
  2. Quais os riscos cobertos e excluídos?
  3. Quais são as opções quanto à franquia e qual o seu impacto no preço do seguro?
  4. De que forma funciona a tabela de penalização e de bonificação do prémio?
  5. Em que países são válidas as coberturas?
  6. Que critérios são utilizados pelo segurador para determinar e atualizar o valor do veículo (no caso de seguros de danos próprios) e da respetiva tabela de desvalorização?

É importante tomar uma decisão consciente e informada para que tire o melhor partido do seguro pelo qual optar e usufrua de proteção máxima para si, para quem o acompanha e para a sua viatura.

#4 – Negoceie 

Depois de comparar os preços das apólices disponíveis, as suas coberturas e de se informar, na íntegra, sobre as suas questões, pode ainda optar por negociar um desconto com a sua atual seguradora ou mesmo com o novo mediador de seguros.

Pode, por exemplo, optar pelo pagamento total em vez do faseado para conseguir um desconto no prémio, incluir outro seguro para o seu segundo automóvel ou ainda subscrever o seguro habitação ou de saúde disponível.

Que fatores influenciam o prémio a pagar?

As seguradoras têm em consideração diversos fatores aquando da definição do prémio a pagar pelo condutor segurado, sendo alguns destes:

  • Idade de quem vai contratar (normalmente, condutores mais novos vêem os seus prémios anuais agravados);
  • Data da carta de condução (à partida, condutores mais experientes podem beneficiar de prémios mais acessíveis);
  • Número de sinistros em que o tomador do seguro tenha sido considerado culpado nos últimos anos;
  • Tipo de veículo;
  • Local onde o veículo está habitualmente parqueado (o facto de o tomador do seguro possuir uma garagem para a sua viatura, acabando esta por estar, assim, mais protegida do que uma que normalmente fica estacionada na via pública, faz com que o prémio que poderia pagar anualmente pelo seguro auto possa ser mais reduzido);
  • Histórico de contratação de seguro automóvel (ou seja, há quantos anos tem um seguro contratado);
  • Quilómetros percorridos pela viatura anualmente;
  • Presença de alarmes e/ou outro tipo de dispositivos contra roubo no veículo;
  • Número de pessoas que conduzem habitualmente a viatura.

importante que tenha em mente que cada seguradora tem a sua tabela de preços e pode adaptá-la de acordo com os fatores acima descritos. Assim, o melhor seguro automóvel será aquele que possui o maior número de coberturas, respondendo às suas necessidades, por um preço mais acessível.

Tome nota ainda de que é normal que o mesmo tipo de seguro, com as mesmas coberturas, apresente preços significativamente diferentes entre as seguradoras.

No entanto, se o seu objetivo for apenas contratar um seguro de responsabilidade civil, pode optar por olhar somente para o preço, dado que as coberturas deste produto costumam ser mais ou menos iguais em todas as seguradoras, de forma a atender aos requisitos mínimos exigidos por lei.

 

Ler mais
Relacionadas

ASF diz que há cerca de 52% do total do parque automóvel com mais de 10 de anos

Em 2019 encontravam-se seguros cerca de 7,9 milhões de veículos contra 7,7 milhões no ano anterior, registando-se um crescimento de 2,8%. Já na categoria Ligeiros, a mais representativa, (83% do conjunto do parque automóvel seguro), verificou-se um aumento de 3,4%.

Setor automóvel enfrenta recessão mundial em 2020

Associações que representam as marcas automóveis consideram que esta crise será mais grave do que a de 2009, enquanto as análises dos economistas são unânimes em considerar que o mundo será confrontado com uma recessão durante este ano.

Covid-19: Protocolo para setor automóvel obriga clientes a usar máscara e desinfeção de viaturas

O protocolo sanitário para o setor automóvel, hoje divulgado, define que os clientes têm obrigatoriamente de usar máscaras e que a intervenção em automóveis começa e termina com a desinfecção dos todos os pontos de contacto frequentes, como volante.
Recomendadas

Orçamento de Natal: Não perca as contas às compras

São muitos os consumidores que na azáfama das compras acabam por perder a perceção ao que efetivamente podem gastar, só percebendo mais tarde, do verdadeiro impacto destes gastos no orçamento familiar.

Devo utilizar crédito para fazer compras de natal?

É fácil comprar usando o cartão de crédito ou contratando um crédito. No caso do empréstimo pessoal, este crédito é chamado de fácil aprovação, mas não é barato. As letras miudinhas, pouco claras, desincentivam a leitura dos contratos e dificultam (muito!) a explicação dos encargos elevados que terá de pagar. As palavras “custos” e “juros” estão sempre presentes, pelo que o consumidor deve pensar duas vezes antes de usar o cartão ou o crédito pessoal para fazer as compras de Natal.

Salários até aos 686 euros ficam isentos de IRS em 2021

Retenção de IRS começa para quem ganha mais de 686 euros. Alívio no imposto do próximo ano que reflete a redução as taxas de retenção na fonte do IRS no início de 2021. Medida abrange dois milhões de contribuintes e contempla uma redução média (e progressiva) de 2% nas retenções. Trabalhadores dependentes já podem calcular quanto irão descontar todos os meses.
Comentários