Concorrência aprova mudança no controlo da central eólica flutuante

Maioritariamente já detida pela EDP Renováveis e pela Engie, a operação permitiu concentrar participações, até agora separadas, na ‘joint-venture OW Offshore’, e recebeu na terça-feira a decisão de não oposição da AdC, segundo o aviso publicado.

A Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde ao controlo exclusivo da parceria entre a EDP Renováveis e a Engie sobre a dona da primeira central eólica flutuante da Europa, ao largo de Viana do Castelo, a Windplus.

Maioritariamente já detida pela EDP Renováveis e pela Engie, a operação permitiu concentrar participações, até agora separadas, na ‘joint-venture OW Offshore’, e recebeu na terça-feira a decisão de não oposição da AdC, segundo o aviso publicado.

A Windplus é controlada conjuntamente pela OW e pela Repsol Renovables que tem como objeto social a promoção, o desenvolvimento e a gestão de projetos de energia eólica offshore flutuante, incluindo em Portugal Continental, onde produz energia elétrica a partir de fontes renováveis em regime especial.

A ‘joint-venture Ow Offshore’ é controlada conjuntamente pela EDP Renováveis e pela Eengie para desenvolver atividade no mercado de produção de energia elétrica através de parque eólicos ‘offshore’ (no mar) e, segundo o aviso, está presente “em diversos” países.

Em julho de 2020, a EDP informou que o parque eólico flutuante começou a gerar energia para abastecer, por ano, cerca de 60 mil consumidores.

Mas uma avaria num cabo elétrico do parque eólico obrigou a meses de paragem, tendo o cabo sido reparado no início de abril, depois de “aguardar que as condições meteorológicas permitissem o desenvolvimento de trabalhos e a reparação”, segundo fonte da empresa.

O WindFloat Atlantic, com uma capacidade total instalada de 25 Megawatt (MW), é o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo e pretende gerar energia para abastecer 60 mil utilizadores por ano, “poupando quase 1,1 milhões de toneladas de CO2”.

O projeto, orçamentado em 125 milhões de euros, foi coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

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