Com um total de 42,1 milhões de toneladas, o Porto de Sines encerrou o ano de 2025 com um decréscimo de 12% face ao ano anterior.
Pelo contrário, o Porto de Portimão, no segmento dos cruzeiros, registando um total de 56 escalas e 23.996 passageiros, o que correspondeu a um crescimento 40% e 70%, respetivamente, face ao ano.
O sistema portuário do sul do país viveu assim realidades distintas em 2025.
O Porto de Sines enfrentou um ano “exigente”, marcado por quebras na movimentação total devido a fatores climáticos e operacionais. O desempenho em 2025 foi fortemente impactado por condições atmosféricas adversas, que condicionaram a operacionalidade durante 26 dias, e por uma paragem técnica na refinaria da Galp, resultando numa quebra de 3 milhões de toneladas nos Granéis Líquidos.
No segmento da carga contentorizada, o Terminal XXI registou uma descida de 10% (o Terminal XXI movimentou 1,7 milhões de TEU) devido a instabilidades laborais, embora o setor de Import/Export tenha crescido 4%, reforçando a ligação ao mercado ibérico. Em contraste, o terminal de GNL demonstrou resiliência ao garantir 96% do abastecimento nacional.
Para 2026, as perspetivas são otimistas, com a estabilização das operações e a requalificação das infraestruturas para a movimentação de novos combustíveis verdes pela Administração do Porto de Sines.
Em sentido oposto, o Porto de Portimão registou um desempenho de prestígio no segmento de cruzeiros. Com 56 escalas (+40%) e 23.996 passageiros (+70%), o porto consolida-se como um destino privilegiado para navios de média capacidade e do segmento de luxo no Mediterrâneo.
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