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Confagri: “Setor agroalimentar precisa de estratégia sólida e coerente que proteja a produção interna”

“Num momento em que a Europa se prepara para estabelecer acordos comerciais com outros blocos económicos, o mínimo que a Comissão Europeia deveria fazer seria reforçar o apoio e investimento no seu próprio setor agroalimentar. Inacreditavelmente, com a nova PAC, faz exatamente o oposto”, aponta Nuno Serra, Secretário-Geral da Confagri.
25 Janeiro 2026, 00h05

Depois de na passada quarta-feira o Parlamento Europeu (PE) ter aprovado por maioria o envio do acordo entre a UE e o Mercosul ao Tribunal de Justiça europeu para verificar a compatibilidade com a legislação comunitária, eis que a Confagri volta a criticar o Acordo-Mercosul e diz que a Comissão Europeia está empenhada em destruir o setor agroalimentar.

“A posição do Parlamento Europeu relativa ao Acordo UE-Mercosul confirma as preocupações que a Confagri tem vindo a expressar, insistentemente, ao longo dos últimos meses respeitante à necessidade de existir uma completa clarificação sobre a reciprocidade das obrigatoriedades legais, impostas aos agricultores europeus, ao nível da produção alimentar”, lê-se no comunicado.

Assim, a Confagri considera que este é o momento para que os decisores políticos reflitam sobre uma estratégia europeia para o setor agroalimentar.

“Num momento em que a Europa se prepara para estabelecer acordos comerciais com outros blocos económicos, o mínimo que a Comissão Europeia deveria fazer seria reforçar o apoio e investimento no seu próprio setor agroalimentar. Inacreditavelmente, com a nova PAC, faz exatamente o oposto”, aponta Nuno Serra, Secretário-Geral da Confagri.

Perante isto, Nuno Serra defende ainda que “É inaceitável que a Comissão Europeia corte drasticamente nas verbas destinadas à inovação, conhecimento e bioeconomia, áreas fundamentais para a competitividade, qualidade e sustentabilidade da produção europeia.”.

Assim, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal “exige uma reflexão responsável por parte da Comissão Europeia e defende que o setor agroalimentar precisa de uma estratégia sólida e coerente que proteja a produção interna, valorize o trabalho dos agricultores, potencie este setor económico e salvaguarde a segurança alimentar dos consumidores europeus”.


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