Confederação do Comércio e Serviços apela à vacinação dos governantes

Confederação presidida por João Vieira Lopes defende que vacinação das altas figuras do Estado é essencial para “a estabilidade e o regular funcionamento das instituições do Estado”, apelando para “não deixar que algum populismo possa conduzir ao adiamento de uma decisão”.

A CCP – Confederação do Comércio e Serviços apela à vacinação dos titulares de órgãos de soberania com a maior brevidade possível, justificando ser uma condição essencial à estabilidade e ao regular funcionamento das instituições.

“Face à gravidade da situação actual, acrescendo ainda o facto de Portugal assumir a Presidência da União Europeia é fundamental que os titulares de órgãos de soberania, em particular o Presidente da República, os membros do Governo, o Presidente da Assembleia da República, e os principais responsáveis das forças de segurança, devem, no entender da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, CCP, ser vacinados com a maior brevidade, de forma a que possam cumprir as suas funções nas melhores condições”, refere a confederação presidida por João Vieira Lopes, em comunicado divulgado este domingo.

A confederação patronal recorda que o caso do teste de Marcelo Revelo de Sousa, dando como exemplo o mais recente teste positivo à Covid-19 do ministro das Finanças, João Leão, e que levou ao isolamento do ministro da Economia, de três comissários europeus e de equipa das Finanças.

“Por muito respeito que possam merecer os critérios técnicos para a definição das pessoas abrangidas em cada fase de vacinação, outros valores têm que ser equacionados em simultâneo, nomeadamente a estabilidade e o regular funcionamento das instituições do Estado e, não deixar que algum populismo possa conduzir ao adiamento de uma decisão que consideramos urgente, até do ponto de vista da imagem que se quer deixar destes seis meses de Presidência Portuguesa da União Europeia”, conclui.

Recomendadas

Covid-19: PCP quer apoios a 100% para pais “imediatamante e com efeitos retroativos”

Intervindo numa sessão pública, em Lisboa, Jerónimo de Sousa lamentou que “PS, PSD e CDS-PP” tenham rejeitado na Assembleia da República a proposta do PCP que previa “o pagamento do salário a 100% a quem está em assistência a filhos até aos 16 anos, enquanto as escolas se mantiverem encerradas”, devido à pandemia de Covid-19.

PremiumEconomistas alertam para risco de crise financeira

O volume moratórias de crédito quando comparado com o resto da Europa deixa antecipar fortes impactos na banca no pós-Covid.

PremiumUnião Europeia não pode continuar “em velocidade lenta”

O painel do Observatório “A Recuperação Económica depois da Covid-19” sobre ‘O papel da Europa e os desafios para o futuro no contexto global’ foi unânime em considerar que a UE deu, no contexto de combate à pandemia, mais uma prova da sua endémica lentidão.
Comentários