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Conflito no Irão ameaça turismo no Médio Oriente com perdas até 27% em 2026

Estudo estima que chegadas internacionais à região possam cair até 38 milhões, com impacto de 56 mil milhões de dólares (cerca de 52 mil milhões de euros) no setor.
@Vecteezy
20 Março 2026, 09h30

O recente conflito no Médio Oriente, centrado no Irão, está a provocar impactos imediatos e significativos na actividade turística regional e global. Segundo um estudo recente da Oxford Economics, mais de 5.000 voos foram cancelados nos primeiros dois dias do conflito, e quando a aviação retomar, a prioridade será dada a turistas e residentes que procuram segurança fora da região.

O estudo delineia dois cenários para avaliar os efeitos da guerra no turismo. No cenário de resolução rápida, com duração de uma a três semanas, estima-se que as chegadas internacionais ao Médio Oriente possam cair 11% face a 2025, o que representa uma perda de 23 milhões de visitantes e cerca de 34 mil milhões de dólares (32 mil milhões de euros) em receitas turísticas. Já no cenário de conflito prolongado, assumindo que o Irão não consegue sustentar o conflito por mais de dois meses, as perdas são muito maiores: 38 milhões de visitantes a menos, correspondendo a uma queda de 27% nas chegadas e a 56 mil milhões de dólares ( 52 mil milhões de euros) de impacto económico.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) serão os mais afetados, dado que dependem fortemente da percepção de estabilidade e segurança para atrair turistas. Além disso, a região desempenha um papel crítico como hub de trânsito global, com os seus aeroportos a representarem cerca de 14% do tráfego internacional de passageiros em trânsito, o que poderá provocar efeitos indiretos em destinos fora do Médio Oriente.

O estudo evidencia a vulnerabilidade do turismo a conflitos geopolíticos e alerta para perdas significativas se a situação não for rapidamente resolvida, sublinhando a importância da segurança como fator determinante para a recuperação económica do setor na região.


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