Conheça os perigos de aceitar ofertas de crédito no estrangeiro

No âmbito da campanha “Não dê crédito ao dinheiro fácil”, a PSP e o ComparaJá.pt alertam para os perigos. Se as entidades não tiverem um website ou uma página oficial nas redes sociais ou se tiverem, mas no início do endereço das mesmas não constar “HTTPS”, deve duvidar da sua legitimidade, pois tal significa que não possuem certificado de segurança.

Deparou-se com um anúncio na internet, por parte de alguém desconhecido, que afirma conceder crédito fácil e efetivado através de um particular ou de uma entidade situada no estrangeiro? Não confie. No último vídeo da campanha “Não dê crédito ao dinheiro fácil”, o ComparaJá.pt, em conjunto com a Polícia de Segurança Pública (PSP), sensibiliza para os perigos de aceitar ofertas de crédito no estrangeiro.

Os anúncios associados a esquemas fraudulentos neste âmbito são muitas vezes identificáveis pela forma como são escritos e pelos meios de contacto disponibilizados às potenciais vítimas de fraude. Regra geral, trata-se de anúncios mal redigidos e com erros ortográficos que remetem para o contacto via WhatsApp através de um número estrangeiro ou através de um email não institucional sob um nome estrangeiro”, explica o intendente Alexandre Coimbra, porta-voz da PSP.

Confirme a legitimidade antes de aceitar ofertas de crédito no estrangeiro

Antes de avançar com qualquer tipo de proposta de crédito é de extrema importância que se certifique que o suposto intermediário, assim como o suposto credor, são legítimos.

Se essas entidades não tiverem um website ou uma página oficial nas redes sociais ou se tiverem, mas no início do endereço das mesmas não constar “HTTPS”, deve duvidar da sua legitimidade, pois tal significa que não possuem certificado de segurança.

Outro aspeto a ter em consideração é o facto de o suposto website ou página apresentar construções frásicas ou erros ortográficos que evidenciem o uso de ferramentas básicas de tradução online.

É de extrema importância também atentar à morada na hora de confirmar a fiabilidade das entidades financeiras. Alexandre Coimbra aponta que “caso não seja fornecida qualquer morada ou caso a morada apresentada pela entidade seja num país estrangeiro ou caso se trate de um mero apartado, dever-se-á ter especial cuidado”.

Analisar testemunhos e críticas é importante, tal como salienta José Figueiredo, CEO do ComparaJá.pt, pois “caso os testemunhos publicitados no website dessas entidades transpareçam pouca veracidade e caso não existam quaisquer referências sobre essas entidades em outros websites credíveis, bem como quaisquer críticas negativas online, tal poderá ser indicador de se tratar de uma entidade fictícia”.

Para verificar se se trata de um potencial esquema fraudulento deve também avaliar a forma como o processo é conduzido ao nível da burocracia associada à concessão do suposto crédito.

José Figueiredo explica ainda que, “caso seja prometida uma aprovação quase imediata e sem a exigência de apresentação de um conjunto alargado de documentos que permitam a análise do risco da operação, então muito provavelmente estaremos perante uma burla”.

Se não lhe for exigida a apresentação do Mapa de Responsabilidades de Crédito, é provável que não se trate de uma entidade legítima. Por norma, o incumprimento na lista do Banco de Portugal é um impedimento à obtenção de crédito junto de instituições credenciadas, pelo que a comprovação dessa situação é, regra geral, obrigatória.

Garanta a proteção da lei portuguesa

Rejeite sempre ofertas de empresas não habilitadas para a concessão de crédito pelo Banco de Portugal e não aceite qualquer proposta de crédito que não seja formalizada no nosso país. Se o fizer, a lei portuguesa não poderá garantir a proteção dos seus direitos em caso de litígio.

A lista dos intermediários de crédito autorizados pelo Banco Portugal a exercer atividade poderá ser consultada aqui. Já a verificação das instituições financeiras credenciadas pelo regulador poderá ser feita através desta hiperligação.

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