Conselho de administração do BCP aprova fusão do BII

As administrações de ambos os bancos aprovaram a integração do BII no BCP. O Banco de Investimento Imobiliário foi criado em 1993 no âmbito de uma parceria do BCP com o italiano Banca Intesa, e está sem atividade há vários anos.

Na sequência do comunicado em 19 de junho de 2019, onde o BCP anunciou que estava avaliar uma possível fusão com a subsidiária Banco de Investimento Imobiliário (BII), e que previa que se realizasse até ao final deste ano, o banco liderado por Miguel Maya, acaba de anunciar que essa fusão foi aprovada pela administração.

“O Banco Comercial Português, informa que o seu Conselho de Administração e o Conselho de Administração do Banco de Investimento Imobiliário aprovaram hoje o projeto de fusão do Banco de Investimento Imobiliário, uma subsidiária detida a 100%, por incorporação”, diz o BCP em comunicado.

O objetivo do BCP, que desde 2005 detém o BII a 100%, é incorporar a instituição subsidiária, que se dedicava ao crédito hipotecário, por via de uma fusão – que consequentemente levará à sua extinção.

O Banco de Investimento Imobiliário foi criado em 1993 no âmbito de uma parceria do BCP com o italiano Banca Intesa, e está sem atividade há vários anos.

A atividade do banco, segundo indica o seu último relatório e contas disponível, relativo a 2017, consiste “na gestão da carteira de crédito à habitação e à promoção imobiliária constituída até finais do ano de 2006”. Todos os novos clientes passam agora para o BCP.

Em devido tempo, o Banco Comercial Português, informará sobre a conclusão deste processo, lê-se no comunicado.

Ler mais
Recomendadas

Parlamento ouve hoje presidente do Fundo de Resolução sobre nova injecção no Novo Banco

Luís Máximo dos Santos vai nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, à Assembleia da República esclarecer as questões levantadas pelo Bloco de Esquerda relativas a uma “perspetiva de nova e relevante injeção de dinheiro do Estado”. Bloquistas querem ainda saber o acompanhamento que tem sido feito de todos os processos de venda de crédito malparado.

Acusação a Ricardo Salgado está parada devido a questões processuais

O processo em que o Banco de Portugal investiga o papel de Ricardo Salgado na sociedade criada para financiar o “buraco” no Grupo Espírito Santo está “preso” porque ainda não levantado o sigilo profissional de um advogado. Ordem dos Advogados tem palavra decisiva.

Comissões arrecadadas pelos bancos subiram 40 milhões de euros e superaram 1.500 milhões em 2019

O parlamento debate esta quinta-feira 11 propostas de Bloco de Esquerda, PCP, PS, PAN e PSD sobre comissões bancárias, como limitar as comissões cobradas pelos bancos em meios de pagamento como MB Way, em declarações relacionadas com contratos de créditos e alterações unilaterais de contratos de crédito.
Comentários