Construção do Hotel Hilton Praia sem data para arrancar

O atraso nas obras dever-se-á a questões financeiras. Primeira pedra foi lançada há cinco anos.

Cinco anos depois do lançamento da primeira pedra para a construção do Hotel Hilton Praia, em Cabo Verde, as obras não arrancaram devido a questões financeiras, segundo informações avançadas pelo consultor da empresa promotora do projeto.

Em declarações à agência noticiosa Inforpress, o representante da The Resort Group PLC em Cabo Verde, Victor Fidalgo, sublinhou que este é o problema que está a impedir a construção do hotel, cuja primeira pedra foi lançada no dia 12 de fevereiro de 2015.

“As obras não arrancaram porque não foi possível reunir todas as condições. Como sabem para arrancar um projeto, a condição principal é o dinheiro. Portanto, a engenharia financeira ainda não está completa e não temos uma data para o arranque das obras”, disse o mesmo responsável, sem entrar em detalhes.

Em fevereiro de 2018, o The Resort Group PLC, promotora do projeto, assinou uma convenção de estabelecimento com o Governo e na altura foi anunciado que o arranque das obras seria nesse ano, dado que essa assinatura foi apontada como o elemento que faltava para se iniciar os trabalhos.

Contudo, passados mais dois anos o representante da empresa promotora do evento vem dizer que há ainda o problema financeiro a ser resolvido e que não há uma previsão para iniciar a construção.

Com um custo orçado em 45 milhões de euros, o Hilton Praia deverá gerar cerca de 150 postos de trabalho diretos e terá 201 quartos, restaurantes, bares, zonas de lazer e entretenimento, piscinas gerais e privativas, SPA, health club, centro de convenção e salas de reuniões.

Para dar espaço para construção do Hotel, em Achada Santo António, nas proximidades da Assembleia Nacional e de várias representações diplomáticas acreditadas na capital cabo-verdiana, a empresa promotora construiu de raiz uma infraestrutura para albergar a Escola de Negócios e Governo que antes funcionava no local.

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Trata-se de um serviço regular direto (sem transbordo) com frequência quinzenal, desde Portugal (Lisboa e Leixões) para a Praia e Mindelo, que terá conexão com o serviço Atobá Interilhas, com serviço regular para as ilhas do Sal e Boavista. Vai arrancar no próximo sábado, dia 11 de abril.

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Situado no centro da cidade da Praia, é uma das salas de espetáculos do país. Adilson Gomes avançou que a conclusão da primeira fase das obras estava prevista para finais de junho.
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