Consultora alemã Mirow & Co está a recrutar em Portugal

“Somos uma alternativa bem-vinda à própria McKinsey e BCG”, garante o empresário alemão Andreas Mirow, sócio e fundador da empresa, em entrevista ao Jornal Económico.

Rudy Trindade

Andreas Mirow nasceu na Alemanha, estudou nos Estados Unidos da América, criou uma empresa no Brasil e abriu um escritório em Portugal. O empresário alemão, para quem existem poucas fronteiras, pretende agora consolidar a presença da sua «startups da consultoria» em Lisboa.

Depois de ter trabalhado durante 12 anos na ‘gigante’ McKinsey, como responsável pelo escritório no Rio de Janeiro, fundou em 2012 a Mirow & Co, que apoia multinacionais – principalmente do setor automóvel, pasta e papel e bens de consumo – em áreas como estratégia, pricing e eficácia de marketing e vendas.

“Estava numa consultora tradicional, que é realmente muito grande. Sentia dificuldade de fazer algo ligeiramente diferente, porque era quase tudo by the book. Saí e comecei a ter clientes ligados ao Desporto e, depois, foi através de propaganda boca a boca. Abrimos em São Paulo e fomos crescendo organicamente. Mais recentemente, abrimos em Lisboa e Barcelona, onde estamos a ter os primeiros clientes”, conta Andreas Mirow ao Jornal Económico (JE).

Para Andreas Mirow, há espaço no mercado da consultoria para estas ofertas alternativas. Entre os pontos a favor está a maior liberdade de escolha e decisão, mas há desvantagens: as pequenas consultoras têm pouca margem de manobra para mostrar que conseguem servir ao melhor nível.

“Segundo o que os próprios clientes nos dizem, que somos uma alternativa bem-vinda à própria McKinsey e BCG. Temos uma grande proximidade ao cliente e quase nos tornamos parte dele, e para pedidos mais específicos não precisamos de contactar Nova Iorque ou Londres”, exemplifica. Contudo, refere que uma “desvantagem inicial” é que o facto de não fazer parte de uma organização “com conhecimento que está a ser agregado ao mundo”. “Essas empresas defendem que querem trazer o melhor da firma para cada cliente e, no nosso caso, o melhor da firma, obviamente, é mais restrito”, diz.

A Mirow & Co emprega cerca de 50 pessoas e está presente em Munique, São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Barcelona, prevendo abrir um escritório no México. Em Portugal, a consultora tem clientes sobretudo do ramo do cimento, financeiro e infraestruturas e tem, atualmente, quatro colaboradores. No entanto, o número deverá aumentar “muito significativamente” até ao final de 2019, pelo que a empresa já está à procura de um novo espaço onde se possa instalar na capital portuguesa.

Neste momento, Andreas Mirow e os sócios Elmar Gans, Steffen Eberle e João Noronha Leal estão à procura de profissionais para integrarem a equipa que está nos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Barcelona. Segundo a informação de carreiras no website, há quatro vagas em aberto: para consulting staff, business analyst, intern (BA) e summer intern (BA).

“Procuramos os melhores estudantes das melhores universidades, mais voltados para a Engenharia e Administração num primeiro momento, e pessoas mais sénior com MBA de universidades norte-americanas, mestrado… São tipicamente os nossos perfis, mas têm de saber lidar muito bem com pessoas”, clarifica o consultor.

Em entrevista ao JE, o fundador e managing partner da Mirow & Co garante ainda que está otimista com o futuro de Portugal, onde tem como objetivo construir uma carteira de clientes “entre as melhores empresas em torno da eficácia comercial e inovação disruptiva”. “Vemos que o trabalho de casa foi feito. Apesar de ter sido duro, houve calma e serenidade social, e o crescimento está a voltar. A base que criou, com a taxa de desemprego a cair na Península Ibérica e abertura para a inovação, vai resultar num momento positivo daqui para a frente”, afirma.

Notícia atualizada às 13h03

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