Contra o redimensionamento da Caixa Geral de Depósitos na Região

Pois a verdade é que todo o plano que a CGD tem vindo a desenvolver na Região para redimensionar os seus balcões, só tem agravado as assimetrias regionais face a outras localidades do país, além de comprometer, e degradar, a qualidade do serviço público prestado por esta instituição bancária aos seus clientes.

O Governo da República e a administração da CGD, são responsáveis  pelo que consideramos um mau acompanhamento do redimensionamento desta instituição que, sendo pública, tem demonstrado com os múltiplos  encerramentos  de balcões não estar ao serviço do desenvolvimento económico e social de todo o país, incluindo as Regiões Autónomas.

Porque o que tem acontecido com o processo de redimensionamento da CGD, é que têm sido encerrados diversos balcões desta instituição na Região Autónoma da Madeira, havendo previsão de outros mais. Este processo chegou a atingir até uma sede de Concelho, o Porto Moniz, contrariamente ao que foi assumido por parte desta instituição pública e por parte do Governo da República.

Recentemente, encerrou o balcão da Cidade do Caniço, ficando o Concelho de Santa Cruz reduzido a uma única agência para uma população em torno de 43 mil pessoas. Não é compreensível que se proceda a mais este encerramento, pelo que importa mesmo questionar ao Governo da Republica, afinal que critérios têm sido adoptados no redimensionamento da CGD, e que acompanhamento é que tem feito o Governo, único accionista desta instituição pública, para defender, não só os interesses dos seus trabalhadores, mas também assegurar que o devido serviço público seja prestado às populações locais.

O balcão do Caniço, em particular, servia mais de metade da população, dado que nesta freguesia vive mais de 50% da população Santa-Cruzense. A par desta freguesia, servia outras freguesias limítrofes como a Camacha, cuja população é maioritariamente idosa, e pensionista. Neste ponto, há que anotar que o Concelho de Santa Cruz acusa vários problemas no que concerne aos transportes públicos, quanto à escassez dos mesmos, com fraca regularidade horária, faltando mesmo em algumas localidades do Concelho, pelo que fechar este balcão da CGD no Caniço será extremamente penalizador, sobretudo para a população idosa, para pessoas com mobilidade reduzida e para as que não tenham meios de transporte próprios.

O fecho deste serviço, naquele que é um grande pólo residencial, empresarial e turístico na RAM, colide com os interesses dos trabalhadores daquela agência, com os direitos e interesses da população, e com o devido papel de prestação de serviço público a que esta entidade pública está obrigada. Pois a verdade é que todo o plano que a CGD tem vindo a desenvolver na Região para redimensionar os seus balcões, só tem agravado as assimetrias regionais face a outras localidades do país, além de comprometer, e degradar, a qualidade do serviço público prestado por esta instituição bancária aos seus clientes.

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