Cooperativa prevê exportar um milhão de euros em frutos silvestres em 2019

A cooperativa Capital dos Frutos Silvestres, em Oliveira do Hospital, exportou em 2018 mirtilos e framboesas no valor de 100 mil euros, esperando que o volume de negócios ascenda este ano a um milhão de euros.

A cooperativa Capital dos Frutos Silvestres, em Oliveira do Hospital, exportou em 2018 mirtilos e framboesas no valor de 100 mil euros, esperando que o volume de negócios ascenda este frutos silvestresano a um milhão de euros. O presidente da cooperativa, Nuno Pereira, disse esta sexta-feira à agência Lusa que a próxima colheita dos pequenos frutos “deverá rondar as 300 toneladas e já está vendida”, maioritariamente no mercado externo.

“Quanto mais tivéssemos, mais comercializávamos”, afirmou, esclarecendo, no entanto, que as previsões para 2019 estão dependentes de fatores de ordem climática e de eventuais pragas.

Em 2018, as plantações de mirtilo foram atacadas pela mosca-da-fruta e o temporal Leslie causou igualmente danos avultados nas explorações de framboesa, que são cultivadas em estufas, depois de o incêndio de 15 de outubro de 2017 ter destruído um elevado número de empreendimentos nesta área em diversos municípios do interior. “No ano passado, vendemos 100 mil euros de fruta, mas tínhamos previsto o dobro”, disse Nuno Pereira.

A Capital dos Frutos Silvestres, que reúne meia centena de produtores da região, registou “uma quebra grande na framboesa”. “Apesar de todos os problemas, esperávamos 50 toneladas, mas não chegámos às 10 toneladas”, adiantou.

O dirigente lamentou os estragos provocados pelo Leslie, em outubro, “em pleno pico da campanha da framboesa”, que decorre entre setembro e janeiro, e cuja colheita se destina sobretudo à exportação para países do norte da Europa, que não produzem este fruto nos meses frios.

Por outro lado, durante o verão, a mosca-da-fruta proliferou no interior da região Centro devido aos desequilíbrios ambientais originados pelos incêndios, o que resultou também em quebras na produção de mirtilo.

“Podíamos ter ido às 200 toneladas, mas colhemos apenas 55 toneladas”, informou Nuno Pereira.

Desta quantidade, aproximadamente 40 toneladas foram exportadas, restando 15 toneladas “congeladas para compotas e concentrados”, além de alguns produtos inovadores.

Noutros casos, houve produtores que “enterraram grandes quantidades” de mirtilo, a fim de destruir os ovos da mosca que poderão eclodir no ano seguinte.

Fundada em 2017, a Capital dos Frutos Silvestres produziu ainda 200 toneladas de pera rocha e maçãs das variedades “golden” e bravo-de-esmolfe, comercializadas apenas no mercado nacional.

A cooperativa de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, é uma das empresas portuguesas presentes na Fruit Logística, que termina hoje em Berlim, Alemanha.

“A nossa aposta é relançar a agricultura na região, mesmo sabendo que se avizinham tempos muitos difíceis”, disse Nuno Pereira.

Na quarta-feira, o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, esteve na abertura desta feira do comércio internacional de frutas e visitou a representação da Capital dos Frutos Silvestres

Ler mais
Relacionadas

“Isto não é o que parece”: 12 produtos alimentares que induzem em erro

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor analisou os rótulos e as embalagens de vários bens alimentares e concluiu que existem alguns cujas embalagens não correspondem ao conteúdo presente no rótulo.

Quase totalidade da produção de frutos silvestres da região Centro é exportada

O presidente da Capital dos Frutos Silvestres disse à Lusa que 90% da produção de mirtilos e framboesas da região Centro, em 2017, destinou-se à exportação e lamentou a “falta de visão” em preparar o futuro.
Recomendadas

Alltech assume compromisso com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e o Pacto Global da ONU

A Alltech é líder global da indústria de nutrição e saúde animal e encontra-se entre as dez principais empresas do mundo na área de saúde animal.

Queijaria de Jorge Coelho conquista prémio mundial

Para Jorge Coelho, administrador e promotor do projeto, “esta distinção representa a concretização de uma ambição da Queijaria Vale da Estrela que é o de elevar ao patamar da Excelência a qualidade de um produto como é o Queijo da Serra da Estrela DOP, ambição essa que faz parte da sua cultura”.

Agrival. Feira Agrícola do Vale do Sousa arranca com 350 expositores

A 40.ª edição da Agrival — Feira Agrícola do Vale do Sousa arranca já amanhã, 23 de Agosto, e decorrerá até ao dia 1 de Setembro, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel. O último dia do certame conta com um desfile de tractores com alfaias agrícolas. Esta feira agrícola, considerada a maior do […]
Comentários