[weglot_switcher]

COP30: Montenegro pede ações concretas contra alterações climáticas

“Os últimos anos ilustraram, em muitos dos nossos países, os efeitos das alterações climáticas. Portugal tem sido disso um exemplo, com ondas de calor extremo e incêndios florestais a que se sucedem períodos de grandes chuvas”, frisou Luís Montenegro, durante a sua intervenção na sessão plenária da cimeira de líderes que antecede a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), de 10 a 21 de novembro, também em Belém.
Luís Montenegro
O primeiro-ministro, Luís Montenegro. Créditos: RODRIGO ANTUNES/LUSA
6 Novembro 2025, 21h07

O primeiro-ministro pediu hoje, perante os líderes mundiais presentes na Cimeira do Clima, ações concretas contra os efeitos das alterações climáticas já sentidas em Portugal e no mundo.

“Os últimos anos ilustraram, em muitos dos nossos países, os efeitos das alterações climáticas. Portugal tem sido disso um exemplo, com ondas de calor extremo e incêndios florestais a que se sucedem períodos de grandes chuvas”, frisou Luís Montenegro, durante a sua intervenção na sessão plenária da cimeira de líderes que antecede a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), de 10 a 21 de novembro, também em Belém.

Por essa razão, sublinhou, é necessária uma resposta “coletiva, coordenada e sustentada”.

“É também por isso que a COP de Belém é tão importante. Porque nos convida à reflexão acerca do que foi alcançado na última década, mas essencialmente porque nos convoca à ação”, afirmou Luís Montenegro, acrescentando que espera que da COP30 saia um “pacote ambicioso e coerente” sobre “mitigação, adaptação e financiamento”.

Montenegro espera que das discussões saia “um acordo sobre um conjunto robusto de indicadores globais de adaptação”, mas também a criação “de uma arquitetura global coerente para a adaptação, incluindo todo o seu ciclo: monitorização, implementação e financiamento efetivos”.

A cidade amazónica de Belém, fundada pelos portugueses a 12 de janeiro de 1616, reúne entre hoje e sexta-feira delegações de 143 países, das quais pouco mais de um terço serão chefiadas pelos respetivos líderes nacionais, com a ausência confirmada dos três líderes dos países mais poluidores do mundo (China, Estados Unidos e Índia).

Convocado pelo Presidente brasileiro, Lula da Silva, o encontro é visto pela diplomacia brasileira como um marco central no processo de mobilização e diálogo internacional sobre a agenda climática.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.