“Costa e Centeno mandam, Jerónimo e Catarina calam”, acusa PSD

O deputado social-democrata António Leitão Amaro disse esta terça-feira na Assembleia de República que os partidos de esquerda cederam ao Governo na chumbar a redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos.

Cristina Bernardo

O Parlamento chumbou esta terça-feira, na especialidade o projeto de lei dos centristas que previa o fim ao adicional ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). O ‘não’ à redução desta taxa sobre os combustíveis contou com os votos da esquerda: Partido Socialista (PS), Partido Comunista Português (PCP) e Bloco de Esquerda (BE).

No entanto, durante a manhã, também na Assembleia da República, reinou a troca de galhardetes entre os deputados. Na Comissão de Finanças, O deputado social-democrata António Leitão Amaro que os partidos de esquerda cederam ao Governo.

Isto porque, há pouco mais de uma semana, PCP e BE tinham apoiado a iniciativa legislativa que iria baixar o imposto. Hoje, só o PSD e o CDS-PP votaram favoravelmente às propostas que poriam fim ao adicional ao imposto criado em 2016.

“Estão a tentar arranjar desculpas para fazerem o que sempre quiseram, chumbar a redução do ISP, estar ao lado do Governo e manter a carga fiscal mais elevada de sempre”, afirmou o deputado, de acordo com as declarações divulgadas esta tarde pelo “Expresso”.

“Costa e Centeno mandam, Jerónimo e Catarina calam. Hoje vão, mais uma vez, ser todos Centeno”, defendeu António Leitão Amoro, segundo o mesmo semanário. Com Lusa

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“Naturalmente, isso seria uma boa opção porque iria aliviar o esforço do consumidor final em seis cêntimos por litro, que foi aquilo que o Governo aumentou há uns tempos”, disse à agência Lusa, o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira.
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