PremiumCotadas perderam 800 milhões em ano de pandemia

Sector energético foi aquele que mais contribuiu para quebra homóloga dos lucros, sobretudo devido aos prejuízos da Galp. Pandemia foi justificação generalizada nas contas das cotadas.

As maiores empresas portuguesas, que estão cotadas no principal índice bolsista nacional (PSI 20), não saíram incólumes do ano pandémico que foi 2020. Registaram quebras nos lucros, menos receitas e os respetivos EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização ] enfraqueceram. Comparativamente com 2019, os resultados líquidos das maiores cotadas nacionais encolheram 799,9 milhões de euros no último ano (3.213,9 milhões em 2019 face aos 2.414 em 2020), de acordo com os relatórios de contas de 16 das 18 cotadas do PSI 20 (falta conhecer as contas da Mota-Engil e da Ibersol).

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionadas

Infografia | Ano pandémico trava expansão das maiores empresas portuguesas

Menos lucros, menos receitas e menos EBITDA. No ano pandémico de 2020, as empresas do PSI 20, o principal índice bolsista português, viram as suas operações perder o fulgor conquistado em 2019. Entre as contas já conhecidas, só a EDP e a EDP Renováveis viram os lucros crescer. A Galp, um dos pesos pesados, passou mesmo de lucros a prejuízos.
Recomendadas

Grupo de trabalho defende subida de taxa nas barragens da Engie no rio Douro

Três das barragens pagam atualmente 67 mil euros por ano, mas com uma atualização da taxa passariam a pagar 751 mil euros anuais. Parte da receita da taxa de recursos hídricos deve ser usada no “apoio de projetos no território” impactado pelas barragens, defende o documento.

Luís Filipe Vieira vai hoje à Comissão de Inquérito para explicar reestruturação da dívida ao Novo Banco

Fundo que ficou com a maior parte das dívidas e ativos do grupo Promovalor ao Novo Banco não vai conseguir cumprir plano de reembolsos. Como o presidente do Benfica deu o seu aval, poderá ser executado pelo Novo Banco já no próximo ano. Vieira é um dos grandes devedores a ser ouvido nesta segunda-feira pelos deputados.

Vítor Bento será o próximo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, avança Marques Mendes

Vítor Bento tem vasta experiência no sector financeiro. O economista foi presidente executivo da SIBS e também foi o último presidente do Banco Espírito Santo e o primeiro do Novo Banco.
Comentários