Covid-19: Chega propõe centros de apoio e contenção de doentes e linha gratuita para lares de idosos e casas de saúde

Projeto de resolução defende criação de espaços nos municípios mais populosos e mais afetados pela pandemia onde fiquem confinados aqueles que, precisando de cuidados médicos, dispensem o internamento em cuidados intensivos.

Um projeto de resolução apresentado pelo Chega na Assembleia da República defende a criação de centros de apoio e hospitais de campanha nos municípios com maior densidade populacional e maior incidência de casos de Covid-19, recomendando ao Governo que faça urgentemente uma listagem das infraestruturas existentes que poderão ser usadas, “pela sua capacidade, dimensão e características específicas” para essa fim, articulando-se com a Proteção Civil, os bombeiros, as forças de segurança e o exército para a instalação de camas e serviços no máximo de duas semanas, bem como a criação de equipas afetas a esses espaços, “para que estejam operacionais na altura do designado ‘pico’ de contaminação”.

“Com o aumento esperado do número de infetados, será necessário, e até imprescindível, um reforço da capacidade para não só realizar testes de despiste e o próprio diagnóstico,mas sobretudo para manter confinados todos aqueles que, estando contaminados, ou que sejam alvo de suspeitas dessa contaminação, necessitam de cuidados médicos e um determinado acompanhamento da sua situação, que não necessitará obrigatoriamente de um internamento em cuidados intensivos”, defende o deputado André Ventura.

Também proposta pelo Chega é a criação de uma linha gratuita de contacto, disponível 24 horas por dia para todos os lares de idosos e casas de saúde de Portugal, fornecendo apoio em questões relacionadas com a pandemia. Serviria, segundo o projeto de resolução, para fornecer informação médica e de operacionalização de procedimentos, trazendo “finalmente um sentimento de segurança a todos os profissionais que trabalham neste setor, bem como as famílias e sociedade civil”.

“A contaminação pelo vírus não escolhe idades e todas as faixas etárias têm sido afetadas. No entanto, é fundamentalmente nos idosos e principalmente nos que possuem doenças crónicas, e têm menos defesas, que as consequências podem ser mais graves. Desta forma, sabemos que um princípio de contaminação num lar de idosos acarreta uma enorme probabilidade de propagação, e uma potencialmente elevada taxa de mortalidade”, lê-se no diploma.

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