COVID-19 – Desconfinamento? Precisa-se

Vivemos algo sem precedentes, e para momentos excecionais, exigem-se medidas excecionais. Será muito importante que o Governo consiga deslocalizar todo o seu esforço orçamental para duas grandes áreas da nossa sociedade, para a Saúde e para as Empresas, que são as que geram emprego e riqueza.

Temos instruções para o desconfinamento económico, social. Naturalmente com regras, e por setor. Ainda se incentiva o teletrabalho para as funções que assim o permitem. Mas efetivamente, temos todos que iniciar o regresso à nossa vida normal, com responsabilidade, peso e medida, sob pena de podermos “morrer” da cura e não do vírus. Passamos na atualidade por tempos muito difíceis, a todos os níveis. As regras de reabertura dos estabelecimentos são públicas, mas poderão em muitos casos serem contraproducentes face às necessidades de tesouraria dos empresários. Falo p.e., de pequenos restaurantes, com pouca capacidade instalada e que ao cumprir as regras de distanciamento, poderão não faturar o suficiente por dia para compensar os custos dessa reabertura. Naturalmente que a saúde pública está em 1º lugar, pelo que, esta rentrée exige aos empresários uma avaliação concreta e concisa da relação custo benefício em abrir determinados estabelecimentos em condições fisicamente menos favoráveis.

Vivemos algo sem precedentes, e para momentos excecionais, exigem-se medidas excecionais. Será muito importante que o Governo consiga deslocalizar todo o seu esforço orçamental para duas grandes áreas da nossa sociedade, para a Saúde e para as Empresas, que são as que geram emprego e riqueza. São as que geram impostos, para alimentar a máquina do setor público. Não podemos permitir que os empresários sejam apoiados por 2 ou 3 meses, quando em determinados setores, nomeadamente o do Turismo, sabemos que em 2020 não haverá qualquer retoma. É um setor com níveis de empregabilidade que não podem ser postos em causa, de forma alguma. O contrário será alocar toda esta capacidade produtiva na condição de desempregados, seguramente bem mais oneroso para o Estado, em detrimento de qualquer outra solução que configure um apoio direto às empresas, quer seja fiscal, quer seja de tesouraria, quer seja por moratórias. Algo terá que, de forma continuada, ser feito no sentido de protegermos o nosso tecido empresarial, que na prática, é o motor de qualquer economia. Não posso deixar de referir antes de terminar, o meu apreço por todos os empresários que hoje vivem dias muitos difíceis, muitos deles sem saber ainda que decisões tomar, sem saber que futuro terá a sua empresa daqui a um mês ou dois, com todas as consequências sociais que estas indefinições acarretam. Um bem-haja para todos, e força para todos. Vamos em frente.

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