Covid-19: Mais de metade dos casos na Madeira em 2020 diagnosticados em dezembro

Tendo em conta os boletins diários da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, é possível concluir que só no mês de dezembro foram registados na Região Autónoma da Madeira 967 casos de infeção pelo novo coronavírus, o que representa 54,9% do total verificado ao longo do ano (1.760).

Rafael Marchante/Reuters

Mais de metade dos casos de coronavírus registados na Madeira no ano passado foram diagnosticados em dezembro, mês em que se verificaram 12 das 14 mortes até então, segundo uma análise da Lusa a dados oficiais.

Tendo em conta os boletins diários da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, é possível concluir que só no mês de dezembro foram registados na Região Autónoma da Madeira 967 casos de infeção pelo novo coronavírus, o que representa 54,9% do total verificado ao longo do ano (1.760).

O segundo mês com mais novos doentes foi o de novembro, com 346 casos (19,6% do total), seguido de outubro, com 225 casos (12,7%). Aliás, o número de casos mensais vinha a aumentar desde o verão: dois em junho, 14 em julho, 55 em agosto e 61 em setembro.

Relativamente ao número de mortos, estavam registados no final do ano 14, dos quais 12 declarados em dezembro e os restantes dois em novembro.

O ritmo do crescimento do número de casos na Madeira tem vindo a acentuar-se no começo de 2021, tendo sido diagnosticados nos primeiros seis dias de janeiro um total de 542 novos doentes, mais do que em qualquer um dos meses de 2020, à exceção de dezembro.

Na sexta-feira (dia 1) foram anunciados 76 casos, no sábado 65, no domingo 99 e na segunda-feira 110, sendo este o número mais elevado de diagnósticos na região num só dia desde o início da pandemia. Na terça-feira, as autoridades de saúde registaram 83 novos doentes e na quarta-feira novamente 110.

Assim, o total de casos acumulados na Madeira é atualmente de 2.302, dos quais 1.295 foram dados como recuperados (56,2%).

Do total de casos registados desde março do ano passado, 768 são importados, o que representa 33,3% do total, e 1.534 de transmissão local (66,6%).

Dos casos importados, 253 tiveram origem no Reino Unido, 122 em Lisboa e Vale do Tejo e 86 na Polónia, entre outros.

Os casos ativos são atualmente 991, dos quais 176 são importados e 815 de transmissão local.

Em janeiro morreram duas pessoas com a doença, elevando assim o total de óbitos para 16.

O aumento dos casos nos últimos dias colocou o concelho do Porto Santo em risco muito elevado de contágio e os concelhos do Funchal, Câmara de Lobos e Ribeira Brava em risco elevado.

O Governo da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, determinou o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00, e o encerramento dos bares e restaurantes às 22:30.

Outra das medidas é a proibição de celebrações e outros eventos, incluindo espetáculos culturais, que impliquem uma aglomeração em número superior a cinco pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar, com exceção das cerimónias religiosas, que podem decorrer com um terço da lotação máxima dos recintos.

Estas medidas mais restritivas entraram em vigor na terça-feira e aplicam-se, pelo menos, até 15 de janeiro em toda a região.

O líder do executivo, o social-democrata Miguel Albuquerque, admitiu na terça-feira que o número de novos infetados poderá vir aumentar ainda durante a próxima semana na região, mas reafirmou que a pandemia está sob controlo.

A Região Autónoma da Madeira tem cerca de 267 mil habitantes.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.869.674 mortos resultantes de mais de 86,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.377 pessoas dos 446.606 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ler mais
Recomendadas

Saiba que seguros deve contratar num crédito à habitação

Para além do seguro vida, existe ainda outro seguro exigido pelos bancos. Referimo-nos ao seguro multirrisco, que visa, sobretudo, contratar a proteção da casa. Este tipo de seguro apresenta cobertura contra incêndios e fenómenos sísmicos. Também neste caso, o consumidor pode contratar noutra instituição que não a do banco onde conseguiu o crédito habitação.

JPP defende baixa do IVA na restauração para a taxa mais reduzida

Para o partido esta descida ajudava na liquidez e permitiria desafogar a carga fiscal das empresas.

Presidente da Assembleia da Madeira insiste em apoio europeu urgente a empresas e sociedade

O presidente da Assembleia da Madeira alertou para as consequências provocadas pela pandemia, nas áreas da saúde, económicas, e sociais , reforçando que as pessoas “estão a passar grandes privações, é preciso que a ‘bazuca financeira’ seja disparada rapidamente”.
Comentários