Covid-19: Países Baixos agravam restrições de viagem para regiões em Espanha, França e Bélgica

A partir da noite deste sábado, 15 de agosto, os holandeses que se desloquem às regiões espanholas de Madrid, Ilhas Baleares, Burgos, Salamanca, Almería e Navarra, estão sujeitos a uma “recomendação urgente” de que façam quarentena no regresso aos Países Baixos.

O Governo holandês elevou hoje à categoria “laranja” seis regiões de Espanha, Bruxelas, na Bélgica, e as cidades francesas de Paris e Marselha, para onde os holandeses só podem viajar com uma justificação forte devido à Covid-19.

Segundo a agência EFE, a partir desta noite, os holandeses que se desloquem às regiões espanholas de Madrid, Ilhas Baleares, Burgos, Salamanca, Almería e Navarra, estão sujeitos a uma “recomendação urgente” de que façam quarentena no regresso aos Países Baixos.

Também as cidades de Bruxelas, na Bélgica, Paris e os arredores de Marselha, em França, deixam de estar no “amarelo” e juntam-se à lista de zonas na categoria “laranja”, para onde é desaconselhado fazer turismo ou viajar sem uma justificação forte.

Quem viaja para zonas “laranja” está sujeito a uma “recomendação urgente” de ficar em quarentena durante duas semanas após o regresso ao país, mas a EFE adianta que o ministro da Saúde holandês quer tornar essa medida obrigatória.

São também exigidos testes à covid-19 aos viajantes que regressem dessas áreas, tendo o executivo holandês instalado zonas de testagem no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão.

O agravamento das restrições de viagem surge no seguimento do aumento de contágios nas zonas em questão.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 760 mil mortos e infetou mais de 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.775 pessoas das 53.981 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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