Covid-19: TAP vai repatriar mil portugueses dos PALOP

Para os próximos dias, estão previstos diversos voos da companhia aérea nacional para trazer para Portugal cidadãos nacionais retidos em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique.

Apesar das restrições à operação aérea em cada vez mais países, incluindo nos PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa, a TAP anunciou que vai fazer nos próximos dias voos de repatriamento de cerca de um milhar de portugueses que estão retidos em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe.

Esta tarde. no debate quinzenal sobre o estado da Nação na Assembleia da República, o primeiro-ministro António Costa revelou que neste momento há cerca de dois mil cidadãos portugueses à espera de serem repatriados em todo o mundo.

“A TAP, em estreita articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, conseguiu garantir todas as condições, operacionais e de segurança, para poder realizar um conjunto de voos extra, que têm por objetivo trazer de volta a casa e às  suas famílias mais de mil portugueses que se encontram em Cabo Verde, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Angola”, esclarece um comunicado da companhia aérea nacional.

De acordo com esse documento, “hoje, 24 de março, a TAP vai realizar dois voos de ida-e-volta para Cabo Verde, um para a Praia e outro para o Sal, e um voo para Luanda. Para amanhã, dia 25 de março, estão previstos dois voos, para Bissau e S. Tomé”.

A transportadora acrescenta que ontem, dia 23 de março, “a TAP realizou um último voo para Moçambique, antes da entrada em vigor das restrições sanitárias e aeroportuárias naquele país”.

“Estes voos estão a realizar-se em condições operacionais atípicas, motivadas pelas diversas restrições impostas por governos e autoridades, mas ultrapassadas pela TAP acautelando todos os requisitos legais e regulamentares no que respeita a segurança dos voos, tripulações e passageiros”, revela o referido comunicado.

Segundo os responsáveis da companhia aérea nacional, “a realização destes voos implica também um empenho e sentido de missão dos tripulantes da TAP que têm demonstrado a sua disponibilidade para tornar possível esta missão na linha da frente, apoiados por centenas de colaboradores TAP que, na retaguarda viabilizam estes voos extraordinários”.

A TAP acrescenta que, “em colaboração com as embaixadas dos países com expressivas comunidades de cidadãos portugueses, criou mecanismos de inscrição ‘online’ para auscultar as necessidades dos cidadãos e avaliar a possibilidade de realizar voos extra, que decorrerão sempre das autorizações dos respetivos países”, assinalando que existe um ‘link’ disponibilizado às embaixadas destes países e um ‘microsite’, disponível em flytap.com, para Brasil, Portugal e Moçambique.

A transportadora aérea refere ainda que existem diversas restrições sanitárias e aeroportuárias em Angola, onde não é permitida a entrada de passageiros e tripulantes de companhias aéreas vindas na China (Rep. Popular), França, Irão, Itália, Coreia do Sul, Portugal ou Espanha.

Os residentes de Angola, tripulantes de companhias aéreas e nacionais de Angola que cheguem ou tenham estado na China, França, Irão, Itália, Coreia do Sul, Portugal ou Espanha serão colocados em quarentena durante 14 dias.

“De modo a viabilizar esta rota, no contexto atual, cumprindo todos os requisitos regulamentares de segurança e tempos de descanso das tripulações, a TAP voará Lisboa/Luanda e Luanda/Faro/Lisboa, trocando a tripulação em Faro e assegurando que as tripulações não ficam de quarentena em Luanda, conforme prescrito pelas autoridades angolanas”, explica o referido comunicado, adiantando que segue para Luanda um A330-900 com capacidade de trazer 289 passageiros.

Em relação a Cabo Verde, o governo local implementou restrições aos voos oriundos de Portugal, de outros países europeus com focos epidemiológicos Covid-19, do Brasil, EUA, Senegal e Nigéria.

“Considerando que os tempos de voo o permitem, a TAP realizará voos de ida e volta.  Para Praia voamos um A321 com 216 lugares e para o Sal um A330-900, com 289 lugares”, garante a TAP.

Em São Tomé e Príncipe, foi proibida a entrada no país de todos os cidadãos estrangeiros, enquanto os cidadãos nacionais e estrangeiros residentes que regressem ao País serão sujeitos a quarentena domiciliária obrigatória.

“Considerando que os tempos de voo o permitem, a TAP realizará voos de ida e volta. Segue para São Tomé um A321 LR com capacidade para 178 passageiros”, avança a companhia aérea nacional.

Na Guiné Bissau, foi decretado o fecho de fronteiras, incluindo o espaço aéreo.

“Considerando que os tempos de voo o permitem, a TAP realizará voos de ida e volta num A321, para Bissau”.

Por fim, em Moçambique, ainda que o espaço área se mantenha aberto, todos os vistos de e para Moçambique foram cancelados. Foi determinada quarentena obrigatória a todos os viajantes, incluíndo tripulações, mas o voo da TAP realizado ontem foi anterior à entrada em vigor destas restrições.

“A TAP informa que o ‘contact center’ da companhia está a receber um elevado número de chamadas e lamenta a inconveniência que esta situação possa causar aos seus Clientes. A TAP está a fazer todos os esforços para ajudar todos os clientes. Para que a resposta seja o mais célere possível, a TAP pede a todos os seus clientes com bilhetes válidos para voos da companhia que façam a gestão da sua reserva de forma autónoma e ‘online’, em https://myb.flytap.com/”, conclui o comunicado da transportadora aérea nacional.

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