Covid-19: “Tudo aquilo que dependia do Governo Regional fizemos desde a primeira hora”, diz Pedro Calado

Pedro Calado frisou que, se no cenário mais negativo, a Região tiver uma redução do PIB regional de 5,1 mil milhões para 3,8 mil milhões, trata-se de um valor de aproximadamente 1,4 mil milhões de prejuízo no PIB.

Em entrevista ao Económico Madeira o Vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, salientou que “tudo aquilo que dependia do Governo Regional” foi feito “desde a primeira hora”, nomeadamente no que concerne às medidas de apoio.

“Por exemplo, uma das primeiras medidas foi logo fazer, através do setor social, a criação de um fundo social de emergência de apoio social de cinco milhões de euros em que fizemos um acordo com as 16 IPSS’s mais representativas e com quem temos grande contacto”, realçou o governante.

Além disso, o Vice-presidente destacou ainda a isenção dos pagamentos de renda nas concessões que eram do Governo Regional e isenção do pagamento de água e de eletricidade a todos os contribuintes madeirenses e porto-santenses, quer fossem empresariais, quer fossem individuais, do dia 16 ao dia 31 de março.

Pedro Caldo frisou que se no cenário mais negativo a Região tiver uma redução do PIB regional de 5,1 mil milhões para 3,8 mil milhões, estamos a falar num valor de aproximadamente 1,4 mil milhões de prejuízo no PIB.

“São valores muito altos, são valores muito difíceis de se estimar, porque a verdadeira quantificação deste prejuízo só vamos ter no final do ano. Partindo do princípio que as coisas vão correr bem com este desconfinamento que estamos a fazer, nós estamos em crer que não serão necessárias tomar medidas adicionais e estamos em crer que este mês de maio será de relançamento da atividade económica para que a partir do final do primeiro semestre (junho) e início do segundo semestre (julho) a atividade normal possa estar a decorrer e que voltemos todos a ter uma vida mais ou menos normal, condicionada, mas normal”, sublinhou.

No entanto, frisou que caso as coisas não aconteçam desta forma poderemos estar a falar de prejuízos até mais altos.

“Se nós em julho ou em agosto sentíssemos a necessidade de estar outra vez a voltar para trás, a fechar a economia, a fechar setores de atividade, aí não eram mil milhões de euros que iriam ser suficientes para cobrir todos estes prejuízos, portanto, aquilo que nós queremos é de forma segura evitar que isso aconteça, criar condições para que a retoma seja feita de forma positiva, gradual, em crescendo, mas de forma definitiva em relação às nossas decisões, e não andarmos em avanços e recuos e aos solavancos com decisões sobre confinamentos e retoma da atividade económica”, concluiu.

Leia aqui toda a entrevista na edição de maio do Económico Madeira.

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