Covid-19: Vacina da Johnson & Johnson é segura e eficaz, apontam os primeiros resultados

Os ensaios clínicos de fase 1 e 2 mostraram boas indicações relativamente à eficácia da vacina, que é vista como muito promissora por ser administrada numa só dose, por oposição às inoculações da Pfizer, Moderna ou AstraZeneca.

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson mostrou ser segura e eficaz na criação de anticorpos neutralizadores do novo coronavírus, segundo dados iniciais dos ensaios clínicos divulgados esta quarta-feira no New England Journal of Medicine.

O fármaco, que é tomado numa dose única, por oposição às vacinas da Pfizer, Moderna e AstraZeneca, revelou-se eficaz na criação de proteínas imunizadoras ao fim de 29 dias da sua administração em mais de 90% dos pacientes, sendo que ao fim de 57 dias todos tinham desenvolvido estes agentes biológicos.

Os ensaios agora divulgados, de fase 1 e 2, envolveram 805 participantes acima dos 18 anos. Os ensaios clínicos de fase 3 envolverão mais de 45 mil pacientes, e, embora a Johnson & Johnson tenha inicialmente apontado para uma taxa de eficácia entre os 60% e os 70%, estes resultados preliminares são encorajadores e permitem ambicionar resultados ainda melhores, como explica o diretor científico da farmacêutica, Paul Stoffels.

“Olhando para os anticorpos, temos boas razões para ter esperança no funcionamento da vacina”, afirmou Stoffels em entrevista na terça-feira, citado pela Time. “Temos razões para acreditar que alcançaremos elevados níveis de eficácias”, antevê. A administração norte-americana já indicou que vacinas com taxas de eficácia acima dos 50% deverão ser consideradas um sucesso e, como tal, aprovadas para uso.

Pela possibilidade de ser tomada numa única dose, a inoculação da Johnson & Johnson tem sido vista como muito promissora, ao facilitar as campanhas de vacinação massivas que a larga maioria dos governos nacionais querem levar a cabo de forma a atingir a imunidade de grupo.

A fiabilidade da vacina numa só toma será testada nos ensaios clínicos finais, dado que a empresa está a levar a cabo um estudo separado para aferir a eficácia de um regime de duas doses. Nos resultados preliminares, uma segunda toma administrada dois meses depois da primeira parece resultar num aumento dos anticorpos até ao triplo dos gerados por uma só dose.

Esta característica promissora do fármaco agitou a cotação da farmacêutica, que viu as suas ações subirem mais de 1,6% antes da abertura.

A vacina da Johnson & Johnson é baseada numa forma modificada de um adenovírus. Este agente biológico, normalmente responsável por infeções das vias respiratórias superiores como uma constipação, é alterado para incluir os espigões do coronavírus, desencadeando uma resposta imunitária no recipiente.

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