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CP investe 1,8 mil milhões de euros no maior reforço de frota da história de Portugal

A CP – Comboios de Portugal oficializou o reforço do contrato com a Alstom-DST, injetando mais 318 milhões de euros para a aquisição de 36 unidades adicionais destinadas ao serviço urbano. Com este aditamento, o investimento total neste contrato específico sobe para os 1.064 milhões de euros, garantindo a entrega de 153 automotoras (98 para o serviço urbano e 55 para o regional).
10 Março 2026, 17h45

A CP e o consórcio Alstom-DST assinaram, esta terça-feira, um aditamento que eleva para 153 o número de novas automotoras encomendadas. O plano global do Governo prevê a chegada de 195 novos comboios até 2031.

A CP – Comboios de Portugal oficializou o reforço do contrato com a Alstom-DST, injetando mais 318 milhões de euros para a aquisição de 36 unidades adicionais destinadas ao serviço urbano. Com este aditamento, o investimento total neste contrato específico sobe para os 1.064 milhões de euros, garantindo a entrega de 153 automotoras (98 para o serviço urbano e 55 para o regional).

Uma das principais novidades deste acordo é a antecipação do calendário. A última unidade será entregue em 2031, dois anos antes do previsto no contrato original. Os primeiros comboios começam a chegar às linhas portuguesas em 2029.

O impacto desta medida estende-se à economia nacional com a criação de uma oficina em Matosinhos, onde parte da produção será assegurada. Estima-se a criação de 300 postos de trabalho diretos, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas no setor ferroviário português.

Para o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, este é um marco histórico: “Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material moderno, confortável e sustentável”, afirmou, sublinhando o objetivo de atrair mais passageiros para o transporte público.

“Este projeto está alinhado com a visão da CP de oferecer, aos passageiros, serviços ferroviários mais fiáveis e acessíveis, ao mesmo tempo que prepara a rede para a procura futura”, afirmou David Torres, Diretor-Geral da Alstom Portugal. “Esta parceria também terá impacto a longo prazo, reforçando as capacidades locais, criando novas oportunidades de emprego e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor ferroviário português”.


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