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Criação de empresas em Portugal recua 12% no arranque de 2026

A Informa D&B refere que a construção ficou perto de ser o segundo setor com maior número de novas empresas
10 Fevereiro 2026, 11h20

O dinamismo empresarial português abrandou em janeiro de 2026, com a constituição de 4.781 novas empresas, o que representa uma quebra de 12% face ao período homólogo. Após um ano de recordes, o país viu o nascimento de menos 655 entidades no primeiro mês do ano, uma descida transversal a quase todos os setores.

A única exceção à tendência negativa foi o setor das Energias e Ambiente, que disparou 88% (ainda que com um ganho absoluto de apenas 7 constituições). No lado oposto, o Retalho (-27%), o Alojamento e Restauração (-24%) e os Transportes (-28%) sofreram os recuos mais acentuados.

Os dados são da Informa D&B e detalham que apesar da queda, os Serviços Empresariais e Gerais continuam a dominar o ecossistema, concentrando mais de um terço das novas aberturas. Destaque para o apoio às empresas (731) e para a saúde e bem-estar (424).

A Construção resistiu melhor à tendência de descida (-0,8%), ficando muito próxima de se tornar o segundo setor com mais dinamismo no país.

Os setores da Construção e das Atividades imobiliárias estão entre os que registaram o maior número de constituições no mês, apesar de ambos terem registado uma descida (-0,8%; -6 constituições e -12%; -74 constituições, respetivamente). Em janeiro, aliás, a Construção ficou muito perto de ser o segundo setor com maior número de novas empresas.

Lisboa e Porto mantêm-se como os principais polos, enquanto Coimbra, Viseu e Portalegre foram os únicos distritos a registar crescimentos ligeiros.

Entre as maiores descidas, estão os setores do Retalho (-27%; -133 constituições), Alojamento e restauração (-24%; -125 constituições) e Transportes (-28%; – 122 constituições).

Encerraram quase 600 empresas em janeiro mas insolvências descem

No campo dos encerramentos, foram contabilizadas 596 dissoluções, sendo expectável que à data desta análise ainda existam publicações a efetuar pelo Registo Comercial, com a Indústria (Têxtil e Moda) e os Serviços a serem os mais afetados.

Segundo os dados disponíveis, o setor das Indústrias (85 encerramentos) foi o que registou o maior número de encerramentos, em particular as Indústrias de têxtil e moda (44 encerramentos). Ainda entre os setores com maior número de encerramentos, destacam-se os Serviços empresariais (74 encerramentos), nomeadamente os Serviços de apoio às empresas (62 encerramentos).

Já as insolvências desceram 4%, pois 190 empresas registaram em janeiro de 2026 novos processos de insolvência, o que são menos oito do que em janeiro de 2025, mantendo a tendência de descida que se verificou no último ano.

As variações setoriais face ao ano passado também são pouco expressivas. Metade dos setores de atividade registaram um aumento neste indicador, com destaque para as Indústrias (+19%; +8 insolvências), o setor que concentra o maior número de insolvências. Do lado das descidas, destacam-se os setores da Construção (-30%; -7 insolvências) e do Retalho (-21%; -6 insolvências).

 


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