Cristas questiona Costa sobre as “insuficiências” do Serviço Nacional de Saúde

No debate quinzenal, esta tarde, a líder do CDS-PP criticou o aumento dos tempos de espera por consultas e por cirurgias e perguntou ao primeiro-ministro porque é que os médicos foram excluídos do recente despacho de autonomização das contratações pelos hospitais.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, dedicou a sua intervenção no debate quinzenal de hoje com o primeiro-ministro a matérias relacionadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Cristas enumerou um conjunto de “insuficiências” do SNS e lamentou que “os tempos de espera por consultas e por cirurgias” estejam a aumentar.

Por outro lado, Cristas questionou António Costa sobre os motivos da exclusão dos médicos do recente despacho de autonomização das contratações pelos hospitais. O despacho do Governo em causa estabeleceu um processo mais ágil de substituição de trabalhadores nos hospitais públicos, dispensando o aval prévio do Ministério das Finanças, mas deixou de fora os médicos.

Na resposta, o primeiro-ministro invocou que os médicos “têm um regime próprio de contratçaão, com dois concursos anuais e não estão sujeitos à contratação pontual”. Na mesma intervenção, Costa disse que “hoje há seguramente mais profissionais na saúde do que havia em 2015. Só é possível aumentar se continuarmos por este caminho”.

Cristas retorquiu que “o SNS está pior” mesmo com o aumento do número de profissionais, devido à transição das 40 horas para as 35 horas semanais na função pública que, sublinhou, não foi devidamente preparada. Ao que Costa respondeu que “em vez de andar a apoiar as greves dos enfermeiros, devia era dizer-lhes que consigo continuavam a trabalhar 40 horas semanais”.

 

Relacionadas

Catarina Martins questiona acordo entre RTP e FPF para “criar um canal concorrente”

“É uma medida gravíssima que põe em causa o equilíbrio da comunicação social. A RTP deve defender o serviço público e não ajudar a criar canais concorrentes”, acusou a líder do BE, no debate quinzenal, pedindo explicações ao primeiro-ministro sobre o memorando assinado pela RTP e FPF.

Fernando Negrão: “A dívida pública aumentou nesta legislatura em 20 mil milhões de euros”

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, esta tarde, na Assembleia da República, o líder da bancada parlamentar do PSD questionou António Costa sobre o aumento da dívida pública e alertou que “a carga fiscal chegou ao seu limite”.
Recomendadas

“Não existem poções mágicas para aproximar os cidadãos da política”

“Acreditamos, por isso, que estamos a fazer serviço público e que os deputados e deputadas muito apreciarão. Tornar o trabalho dos parlamentares acessível a todos e de uma forma mais acessível parece-nos recolher muito entusiasmo”, assume um dos investigadores do projeto.

PCP apresenta programa eleitoral com “emergência salarial” e justiça fiscal em destaque

Entre as medidas que constam no programa eleitoral da CDU, que vai ser esta terça-feira apresentado, estão o aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros e a redução do IVA, bem como um reforço no investimento público e a rutura com a política de direita de PS, PSD e CDS.

Parlamento Europeu escolhe entre Ursula von der Leyen e a crise política

Voto secreto e difícil conciliação das diversas famílias políticas aumentam suspense quanto ao veredicto do Parlamento Europeu. Chumbo da ainda ministra da Defesa da Alemanha daria um mês para os Estados-membros encontrarem uma nova solução.
Comentários