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CTP considera “extemporânea e desproporcionada” convocação da greve geral

Em comunicado, o organismo liderado por Francisco Calheiros defende que convocar uma greve geral antes da conclusão das negociações “é um sinal negativo e prematuro”, que não contribui para um ambiente de confiança e diálogo que o país necessita de preservar.
10 Novembro 2025, 14h02

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) classifica a greve geral convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT, para o próximo dia 11 de dezembro, de “extemporânea e desproporcionada”. Em comunicado, o organismo liderado por Francisco Calheiros relembra que o anteprojeto designado por “Trabalho XXI” ainda está numa fase preliminar de discussão na Concertação Social, não sendo ainda conhecidas as propostas finais do Governo nem o resultado do diálogo social entre parceiros sociais.

Como tal, a CTP defende que convocar uma greve geral antes da conclusão das negociações “é um sinal negativo e prematuro”, que não contribui para um ambiente de confiança e diálogo que o país necessita de preservar.

“A greve é um direito constitucionalmente consagrado, mas deve ser exercido com responsabilidade e proporcionalidade e apenas quando estiverem esgotadas as vias de diálogo. Neste momento, o processo negocial está em curso e não é razoável paralisar o país sem sequer se conhecer o resultado das negociações”, afirma Francisco Calheiros.

No mesmo documento, a CTP alerta que Portugal ainda se encontra a recuperar economicamente e a consolidar-se em termos de emprego, em particular no setor do turismo, que foi um dos mais afetados pelas crises recentes e simultaneamente um dos que mais contribui para o crescimento do país.

“Uma greve geral nesta fase transmite uma mensagem de instabilidade e prejudica a confiança dos investidores, dos trabalhadores e dos visitantes internacionais”, pode ler-se no comunicado.

Deste modo, a entidade reitera que continua a estar disponível para participar de forma ativa na Concertação Social e a contribuir para encontrar soluções equilibradas que promovam melhores condições de trabalho e maior competitividade e sustentabilidade das empresas.

“É inevitável e desejável que o anteprojeto ‘Trabalho XXI’ venha corrigir algumas das medidas menos equilibradas da Agenda do Trabalho Digno, mas esse debate deve ser feito no espaço próprio — a Concertação Social — e não nas ruas”, sublinha Francisco Calheiros.

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