DBRS prevê subida do custo de risco e de crédito malparado da banca europeia

No primeiro semestre deste ano face ao mesmo período de 2021, os bancos europeus apresentaram níveis significativamente mais baixos de custo de risco, sustentados por um nível de provisões geralmente mais baixo, refere a análise da DBRS.

A DBRS Morningstar espera que os bancos europeus apresentem níveis ligeiramente mais elevados de custo de risco e de crédito malparado a partir do quarto trimestre de 2021 e mais notoriamente em 2022, foi hoje anunciado.

Numa análise hoje divulgada sobre o custo do risco dos bancos na Europa, Maria Rivas, vice-presidente sénior da equipa das Instituições Financeiras DBRS Morningstar explica que esta subida dos níveis de custo de risco de crédito malparado explica-se pela provável redução das medidas de apoio governamental e de regulamentação a partir do terceiro trimestre de 2021.

No primeiro semestre deste ano face ao mesmo período de 2021, os bancos europeus apresentaram níveis significativamente mais baixos de custo de risco, sustentados por um nível de provisões geralmente mais baixo, refere a análise da DBRS.

No segundo trimestre de 2021, os bancos europeus seguiram tendências de provisionamento semelhantes às do primeiro trimestre de 2021, refere a DBRS, adiantando que a média do custo de risco durante o período pandémico até à data (entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2021) é ainda consideravelmente superior aos níveis de todo o ano de 2019.

A análise da DBRS Morningstar sobre o custo do risco dos bancos na Europa incluiu além do Banco Comercial Português (BCP) e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Portugal, instituições bancárias em França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Irlanda e Reino Unido.

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