Défices da zona euro voltam a atingir máximos históricos: 11,6%

Portugal, que registou um défice de 9,2% no segundo trimestre, foi o sexto país da zona euro com o maior agravamento do saldo orçamental entre o primeiro e o segundo trimestre.

A média dos défices na zona euro subiu para 11,6% do PIB no segundo trimestre deste ano, em termos ajustados de sazonalidade, enquanto na União Europeia aumentou para 11,4% do PIB, segundo dados publicados esta quinta-feira pelo Eurostat. Estes rácios, que remontam aos meses em que as medidas de contenção da pandemia foram mais fortes em todos os países, representam o maior défice trimestral publicado na série histórica desde 2002.

“O segundo trimestre assistiu ao défice mais elevado registado na zona euro e na União Europeia desde o início da série histórica, bem como ao aumento trimestral mais acentuado. No segundo trimestre de 2020, todos os Estados-membros registaram um défice orçamental”, explica o organismo de estatísticas europeu. No primeiro trimestre, a média dos défices da zona euro tinha sido de 2,5% e da União Europeia de 2,6%.

Portugal que registou um défice de 9,2% no segundo trimestre (e que compara com o 0,3% do primeiro trimestre) foi o sexto país da zona euro com o maior agravamento do saldo orçamental entre os dois trimestre. A Áustria que foi o país da zona euro com o maior défice orçamental do segundo trimestre (17,3%) foi também o Estados dos países da moeda única com a maior diferença entre os dois trimestre: 16,3%, seguindo pela Holanda (com uma diferença de 12,3%), pela Eslovénia (10,8%) e pela Alemanha (9,7%).

Já a Letónia foi entre os 19 países da moeda única aquele que registou o défice mais baixo, ao atingir 5,9%. Enquanto Malta registou o menor agravamento (1,9%), mas num cenário onde o défice no segundo trimestre atingiu os 11,2%, depois de ter registado um défice de 9,3% nos primeiros três meses do ano.

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