PremiumDesarmamento. Fim dos tratados da Guerra Fria levanta dúvidas sobre paz futura

Os tratados de desarmamento da Guerra Fria têm vindo a ser rasgados ao longo da última década. Os Estados Unidos vieram, recentemente, anunciar o fim do acordo nuclear com a Rússia, o que, nas palavras do último líder da URSS, Mikhail Gorbachev, “dinamitará não só a segurança da Europa, mas de todo o mundo”. Quais os riscos que acarreta o desaparecimento dos tratados que têm garantido a paz após a queda do muro de Berlim? Deveremos estar preocupados? As opiniões dividem-se e os investigadores temem uma nova corrida ao armamento.

Primeiro, foi a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão e agora a declaração de que o tratado nuclear com a Rússia está “formalmente morto”. Aos poucos, os tratados que têm garantido a ordem e segurança europeia desde o fim da Guerra Fria estão a desaparecer e, enquanto se procuram apurar responsabilidades e perceber o que levou a este desfecho, teme-se uma nova corrida ao armamento com efeitos imprevisíveis. As implicações e ameaças que o fim destes acordos vai provocar são questões que dividem os politólogos e investigadores contactados pelo JE, mas todos concordam que nada será como dantes.

Trinta anos passaram sobre a queda do Muro de Berlim e, desde então, há acordos internacionais que caíram em desuso ou que têm vindo a ser progressivamente abandonados. O caso mais recente diz respeito ao Tratado sobre as Armas Nucleares de Alcance Intermédio (INF), assinado pelo então líder norte-americano Ronald Reagan e o secretário-geral da antiga URSS (atual Rússia) Mikhail Gorbachev. O acordo deixou de ter efeito no final da semana passada, depois da Administração Trump ter acusado a Rússia de desrespeitar os termos do acordo. Em causa está a suspeita de que os russos terão desenvolvido mísseis 9M729 (SSC-8, segundo a NATO), cujo alcance pode variar entre os 500 e os 5.500 quilómetros, o que é estritamente proibido ao abrigo do INF.

Artigo publicado na edição semanal de 16 de agosto, de 2019, do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

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