Desemprego no Reino Unido sobe para 5,1% no último trimestre de 2020

Dados recolhidos pelo Ministério das Finanças mostra que o número de empregados nas empresas caiu em 726 mil trabalhadores desde fevereiro de 2020, o que representa mais de 2% da força de trabalho de todo o Reino Unido.

A taxa de desemprego no Reino Unido subiu fixou-se nos 5,1% no último trimestre de 2020, revela a “Reuters”. Este é o maior valor dos últimos cinco anos, embora o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, tenha admitido que teria sido muito maior caso do governo não tivesse introduzido o apoio ao emprego, que se deverá estender.

O programa de apoio ao emprego criado pela tutela de Sunak é a medida económica Covid-19 mais cara do Reino Unido e terá um custo de 70 mil milhões de libras (81 mil milhões de euros) até ao fim do mesmo, cuja data prevista é 30 de abril.

Dados recolhidos pelo Ministério das Finanças mostra que o número de empregados nas empresas caiu em 726 mil trabalhadores desde fevereiro de 2020, o que representa mais de 2% da força de trabalho de todo o Reino Unido. Entre a maioria dos trabalhadores que foram despedidos em tempo de pandemia encontram-se jovens com menos de 25 anos.

Ainda assim, dados do Instituto de Estatística mostram que o número de empregados nas empresas aumentou 83 mil no mês de janeiro, em comparação com dezembro, significando uma melhoria na economia e representando o segundo aumento mensal consecutivo e o maior aumento mensal desde janeiro de 2015.

O Banco de Inglaterra estimou que a taxa de desemprego deve chegar aos 8% em 2021, quando o apoio ao emprego criado pelo governo terminar.

“Na apresentação do orçamento da próxima semana, estabelecerei a próxima etapa do nosso Plano de Empregos e o apoio que forneceremos durante o restante da pandemia, bem como a nossa recuperação”, disse Sunak. O ministro deverá anunciar a extensão do plano de apoio ao emprego para os sectores mais afetados pelos confinamentos decretados.

Apesar da taxa de desemprego ter crescido, também se verificou o maior aumento dos salários desde 2008. Incluindo os bónus, os salários cresceram em 4,7% entre outubro de dezembro, comparativamente com o mesmo trimestre de 2019. O aumento dos salários reflete a perda de trabalhadores em empregos com baixa remuneração em sectores como a hotelaria, visto que muitos hotéis encerraram portas devido à pandemia.

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