“Desiludido”. Manchester City vai recorrer para o TAS

“O Manchester City está desiludido, mas não surpreendido com a decisão da Câmara Adjudicatória do Órgão de Controlo Financeiro (CFCB) da UEFA. O clube soube, desde o início, da necessidade de procurar um órgão independente que julgasse imparcialmente as provas irrefutáveis a seu favor”, escreveram os ‘citizens’, em comunicado divulgado no site oficial.

O Manchester City manifestou hoje “desilusão” pela suspensão das competições europeias de futebol por duas épocas e anunciou que vai recorrer da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), de forma a ter “um julgamento imparcial”.

“O Manchester City está desiludido, mas não surpreendido com a decisão da Câmara Adjudicatória do Órgão de Controlo Financeiro (CFCB) da UEFA. O clube soube, desde o início, da necessidade de procurar um órgão independente que julgasse imparcialmente as provas irrefutáveis a seu favor”, escreveram os ‘citizens’, em comunicado divulgado no site oficial.

O campeão inglês critica o facto de, “em dezembro de 2018, o responsável pela investigação da UEFA ter antecipado, publicamente, o resultado deste processo e a sanção a aplicar ao Manchester City, antes mesmo de se ter iniciado qualquer investigação”.

“Este caso foi iniciado, conduzido e julgado pela UEFA”, acusou o emblema da ‘Premier League’, anunciando o próximo passo a tomar: “O clube vai procurar obter um julgamento imparcial o mais rápido possível e, nesse sentido, vai recorrer para o TAS.”

O campeão inglês de futebol Manchester City foi hoje banido por duas épocas das competições europeias devido ao incumprimento de regras do ‘fair play’ financeiro, anunciou hoje a Câmara Adjudicatória do Órgão de Controlo Financeiro (CFCB) da UEFA.

Em comunicado, a UEFA explicou que o processo concluiu que existiram, da parte do clube inglês representado pelos portugueses João Cancelo e Bernardo Silva, “quebras significativas” das leis do ‘fair play’ financeiro estabelecidas pelo organismo de cúpula do futebol europeu, nomeadamente através da sobrevalorização das receitas de patrocínios entre 2012 e 2016, pelo que ficarão de fora das competições europeias para que se apurarem em 2020/21 e 2021/22, além do pagamento de uma multa de 30 milhões de euros.

A decisão, hoje emitida pela Câmara Adjudicatória do CFCB, órgão presidido pelo jurista português José da Cunha Rodrigues, é passível de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

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