Despedimentos coletivos caem 24,5% até junho e atingem 1.790 pessoas

Os processos registados na primeira metade do ano visavam despedir 1.925 trabalhadores mas o número dos despedidos ficou-se por 1.790, dos quais 906 mulheres e 884 homens, segundo a DGERT.

O número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos no primeiro semestre caiu 24,5% face ao mesmo período do ano passado, atingindo 1.790 pessoas, segundo a Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT).

Porém, entre janeiro e junho deste ano registaram-se 170 empresas com processos de despedimentos coletivos, um número superior ao registado no período homólogo, em que ocorreram 161 processos.

Os processos registados na primeira metade do ano visavam despedir 1.925 trabalhadores mas o número dos despedidos ficou-se por 1.790, dos quais 906 mulheres e 884 homens. Os restantes 109 trabalhadores foram abrangidos por outras medidas, não especificadas, enquanto 26 viram o seu processo revogado.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou maior número de trabalhadores despedidos, com 792, seguida pelo Norte (706), Alentejo (162), Centro (87) e Algarve (43).

Os processos de despedimentos coletivos no primeiro semestre ocorreram sobretudo nas médias empresas (275 pessoas despedidas) e nas pequenas empresas (205), seguindo-se as microempresas (142) e as grandes empresas (74).

De acordo com a evolução publicada pela DGERT, o ano de 2012, em que Portugal estava sob a intervenção da ‘troika’, foi o que registou o valor mais alto de sempre, com 10.488 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos.

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