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Despesas de educação por estudante crescem para mais de 600 euros em 2025

Um estudo do Cetelem revela que 28% dos encarregados de educação consideram a sua capacidade financeira para enfrentar o ano letivo como “melhor”, enquanto 50% a avaliam como “igual”.
4 Setembro 2025, 15h12

Em 2025, prevê-se que as despesas de educação por estudante em Portugal subam para 604 euros, um aumento em relação aos 598 euros registados em 2024.

Um estudo do Cetelem revela que 28% dos encarregados de educação consideram a sua capacidade financeira para enfrentar o ano letivo como “melhor”, enquanto 50% a avaliam como “igual”.

A maioria das famílias planeia fazer as compras do material escolar em lojas físicas (48%) ou de forma combinada, entre online e presencial (41%).

O estudo indica que 15% dos encarregados de educação afirmam que a nova legislação que proíbe o uso de telemóveis para alunos até ao 6º ano afetará a decisão de compra de um smartphone para os seus filhos.

As famílias estão a priorizar a compra do material essencial, com 66% a focarem-se no necessário, 63% a aproveitar promoções e 57% a reutilizar material. Entre as intenções de consumo, 88% dos encarregados de educação destacam o material essencial, seguido por vestuário e calçado (84%) e material de apoio didático extra (76%).

Apesar das dificuldades financeiras, a perceção dos encarregados de educação sobre a sua capacidade financeira está a melhorar, com 34% a planearem usar as suas poupanças e 27% a considerar criar uma poupança específica para o regresso às aulas.

Atualmente, os computadores e smartphones são os dispositivos tecnológicos mais usados pelos estudantes, sendo que a maioria dos computadores foi comprada (57%) ou cedida pela escola (34%). Os principais desafios na aquisição de tecnologia são o custo elevado (65%) e a falta de conhecimento técnico (22%).

A nova legislação sobre telemóveis é conhecida por 88% dos encarregados de educação, e 27% dos alunos já aplicavam a regra nas suas escolas. Esta medida afetará a decisão de compra de smartphone de 15% dos encarregados de educação.

O estudo foi realizado através de 1.300 entrevistas de autopreenchimento online a indivíduos com mais de 18 anos, residentes em Portugal Continental e ilhas, com dependentes em idade escolar.

A amostra, de acordo com o Cetelem, incluiu 561 encarregados de educação e apresenta uma margem de erro máxima de ±4,1% para um intervalo de confiança de 95%.

 


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