Deutsche Bank estima que PIB mundial volte a níveis pré-Covid em meados de 2021

Apesar do tom otimista, o banco alemão também mostra receios sobre as segundas vagas do coronavírus nos Estados Unidos e na Europa, que estão a aumentar a incerteza sobre as perspetivas económicas.

O Produto Interno Bruto (PIB) mundial poderá regressar aos níveis de pré-pandemia em meados de 2021. A estimativa é apontada pelo Deutsche Bank com base numa recuperação da economia mais forte do que o esperado nos últimos meses, noticia a agência “Reuters” esta segunda-feira, 21 de setembro.

“A recuperação da economia global das profundezas da Covid-19 no inverno e na primavera passados ​​avançou significativamente mais depressa do que imaginávamos”, escreveu Peter Hooper, responsável do Deutsche Bank, numa nota enviada aos seus clientes.

O Deutsche Bank elevou a sua projeção para o PIB global, esperando uma redução de 3,9% este ano, depois de prever em maio uma contração de 5,9% para 2020. Para o próximo ano, a entidade alemã aumentou a sua projeção de crescimento de 5,3% para 5,6%.

“À medida que o terceiro trimestre se aproxima do fim, estimamos que o nível do PIB global esteja a meio caminho de voltar ao nível anterior ao vírus e agora vemos essa jornada a ser concluída em meados do próximo ano, alguns trimestres antes da nossa previsão anterior”, indica a nota.

No entanto, a entidade bancária aponta que o aumento dos níveis de dívida e uma mudança na política podem aumentar o risco de uma crise económica. Os receios sobre as segundas vagas do coronavírus estão a ganhar força nos Estados Unidos e na Europa e aumentaram a incerteza sobre as perspetivas económicas.

“A expansão da dívida e a potencial supervalorização dos ativos que tem sido alimentada por uma política monetária necessariamente muito fácil apresenta o sério risco de uma iminente crise financeira global, à medida que os bancos centrais começam a afastar-se de uma política fácil”, escreveu Peter Hooper.

Ler mais

Recomendadas

BCP quer preservar capital e crescer organicamente mas estudará aquisições

“O que me preocupa é a rentabilidade do sistema financeiro português e os custos de contexto, porque numa eventualidade de a banca precisar de capital, com rentabilidades muito baixas é muito mais difícil obter capital no mercado”, referiu o presidente do BCP.

BCP deu 125 mil moratórias num montante total de 8,9 mil milhões

Pelo banco foram concedidas 101.114 mil operações a particulares no valor de 4,2 mil milhões de euros. Deste montante, 91% diz respeito a crédito à habitação. Em relação às empresas, o banco deu 23.909 mil moratórias no valor de 4,7 mil milhões de euros, do qual 88% corresponde a crédito performing.
Miguel Maya

BCP regista menos valias com vendas de imóveis de 3 milhões nos nove meses

O banco vendeu nos nove meses 1.500 imóveis, dos quais 500 no trimestre. O BCP encaixou 172 milhões de euros em imóveis, com menos valia de 3 milhões face ao valor líquido de imparidades.
Comentários