Deutsche Bank terá emprestado 2 mil milhões de dólares a Donald Trump durante 20 anos

Antes de ser eleito, foram concedidos pelo banco alemão empréstimos no valor 2 mil milhões de dólares a Donald Trump. O relatório do ”New York Times” avança que estas cedências foram feitas num espaço de duas décadas.

Mike Segar/REUTERS

O ”New York Times” (NYT) acabou de divulgar um relatório detalhado sobre a história do presidente Donald Trump com o Deutsche Bank, que informa que o banco alemão emprestou ao magnata imobiliário cerca de 2 mil milhões ao longo de 20 anos.

O NYT entrevistou mais de 20 ex-executivos e diretores do Deutsche Bank para o relatório e explica como o atual presidente norte-americano conseguiu financiamento do banco alemão por mais de duas décadas, apesar de Trump ser considerado como um cliente de risco (cercado de ”bandeiras vermelhas”) devido aos seus negócios falidos. Segundo o documento, o presidente eleito tem uma atual dívida ao banco no valor de 360 milhões de dólares.

O relatório do NYT surge depois dos dois maiores financiadores da Alemanha, o Deutsche Bank e o Commerzbank, confirmarem no domingo que vão unir forças para formarem um novo super-banco.

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De acordo com o jornal, em alguns casos, Trump terá exagerado a sua fortuna, prometendo recompensar os banqueiros com um fim de semana em Mar-a-Lago – o seu clube privado em Palm Beach, Flórida – de modo a obter mais empréstimos.

Segundo o jornal norte-americano, o financiamento concedido pela instituição bancária terá sido usado para construir vários arranha-céus – como o Trump International Hotel e a torre em Chicago – e outras propriedades privadas de alto nível. Para além da construção de infraestruturas, Donald Trump terá pago outras dívidas com os empréstimos, algo a que o ”NYT” chama de “um ato extraordinário de ousadia financeira”.

Para o banco alemão, a relação com Trump foi fundamental para a construção do título de banco de investimento, segundo o relatório. Atualmente, a relação entre Trump e o Deutsche Bank está sob escrutínio nos Estados Unidos. A Procuradoria-Geral de Nova York, o Comité de Inteligência controlado pelos democratas e o Comité de Serviços Financeiros do Congresso estão a estudar os laços financeiros entre o presidente e o banco alemão.

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