Devagar, devagarinho, Wall Street avança

Num panorama mais global, o cenário é semelhante, com o índice MSCI World a subir hoje para um novo máximo histórico.

Terça-feira foi mais um degrau na escada que os índices norte-americanos continuam a subir desde o flash crash causado pela pandemia de Covid, uma trajetória ascendente que nas primeiras semanas após os mínimos foi quase tão rápida como a queda, mas que depois deu lugar a um pára-arranca, que no entanto nunca deu espaço para correções significativas que pudessem abrir a porta a uma entrada de capital a preços mais interessantes.

Pelo contrário, os ganhos têm sido construídos em cima de patamares muito próximos de máximos históricos e de uma forma pausada, recorrendo ao “truque” da rotação de capital, que permite manter os níveis dos índices ao mesmo tempo que alivia um pouco os rácios de avaliação dos sectores mais “caros”.

Registo positivo de Wall Street que os resultados sustentam, com a earnings season muito perto do seu final os números são bem expressivos com um crescimento médio de 90% nos lucros das empresas no segundo trimestre do ano passado para este ano, ou seja uma recuperação e expansão muito robusta do fundo atingido pós-Covid, quando as medidas de quarentena para combater a sua propagação estavam no seu expoente máximo.

Não obstante este desempenho e por outro lado o certo é que o mercado já quebrou por diversas vezes os máximos históricos, com valorizações um pouco por todo o mundo e não apenas nos EUA, como é o caso do Stoxx Europe 600 que atingiu esta quinta-feira mais um novo patamar em território desconhecido.

Num panorama mais global o cenário é semelhante com o índice MSCI World a subir hoje para um novo máximo histórico, ou seja o otimismo continua a dominar, mesmo com as avaliações bem acima das médias do curto, médio e longo prazo, o que permite aferir que pelo menos até ao regresso dos investidores em força, em meados de setembro, o sentimento se mantenha predominantemente positivo e com espaço para uma continuação do progresso a conta gotas, isto claro se os números dos non-farm payrolls de sexta-feira não revelarem nada de muito extraordinário.

No mercado cambial o dólar norte-americano mantém-se estável depois da fraqueza da última semana contra o euro, o mesmo sucedendo com o WTI crude nas matérias-primas após as quedas de segunda e terça-feira, que deixaram o “ouro negro” a pairar na linha dos 70 dólares por barril.

O gráfico de hoje é do WTI crude, o time-frame é semanal.

 

 

Caso o preço do petróleo termine abaixo dos mínimos de há duas semanas, será um indicador bearish para o curto prazo.

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