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Dez pessoas condenadas por praticar cyberbullying contra primeira-dama francesa

Um dos arguidos foi condenado a seis meses de prisão sem possibilidade de suspensão. Outros receberam penas de prisão suspensas de até oito meses. As punições adicionais incluíram multas e cursos obrigatórios de conscientização sobre assédio cibernético, e cinco foram proibidos de usar a rede social na qual tinham feito a publicação.
5 Janeiro 2026, 12h59

Um tribunal de Paris considerou, esta segunda-feira, 10 pessoas culpadas de assédio cibernético contra a primeira-dama da França, Brigitte Macron, por espalharem informações falsas de que ela é uma mulher transgénero que nasceu homem, segundo a “Reuters”.

Brigitte e o marido, o presidente francês Emmanuel Macron, enfrentam há muito tempo essas acusações, incluindo alegações de que Brigitte teria nascido com o nome de Jean-Michel Trogneux – o nome verdadeiro do seu irmão mais velho.
A diferença de idade de 24 anos entre o casal também gerou críticas e comentários sarcásticos, algo que o presidente francês e a mulher ignoraram em grande parte durante anos, mas que recentemente começaram a contestar na justiça.
A decisão de segunda-feira representa uma vitória para os Macrons, que prosseguem com um processo de difamação de grande repercussão nos Estados Unidos (EUA) contra a influenciadora e podcaster de direita Candace Owens, que também afirmou que Brigitte nasceu homem.
Os oito homens e duas mulheres foram considerados culpados por fazer comentários maliciosos sobre o género e a sexualidade de Brigitte Macron, chegando a equiparar a diferença de idade entre ela e o marido à “pedofilia”.
Um dos arguidos foi condenado a seis meses de prisão sem possibilidade de suspensão. Outros receberam penas de prisão suspensas de até oito meses. As punições adicionais incluíram multas e cursos obrigatórios de consciencialização sobre assédio cibernético, e cinco foram proibidos de usar a rede social na qual tinham feito a publicação.

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