DGS admite que podem vir a ser recomendados “ajustes” na realização da Festa do Avante

A Direção Geral da Saúde (DGS) tem uma equipa específica a analisar as medidas de prevenção e controlo propostas pela comissão organizadora da Festa do Avante e garante que o foco é a “minimização de risco” do evento, onde são esperadas as habituais 100 mil pessoas.

A Direção Geral da Saúde (DGS) admitiu esta quarta-feira que poderá vir a recomendar “eventuais ajustes” na realização da Festa do Avante, que está marcada para setembro. A DGS tem uma equipa específica a analisar as medidas de prevenção e controlo propostas pela comissão organizadora da Festa do Avante e garante que o foco é a “minimização de risco” do evento, onde são esperadas as habituais 100 mil pessoas.

“Certamente haverá possibilidade que haja uma primeira apreciação, que possa ser apresentada à comissão organizadora [da Festa do Avante] e de haver um diálogo com essa comissão organizadora para eventuais ajustes relativamente às propostas que foram remetidas (…) no sentido de perceber qual é a forma de minimização de risco”, afirmou o subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal, em conferência de imprensa.

Rui Portugal referiu ainda que a equipa da DGS que está a analisar o conjunto de medidas de prevenção e segurança propostas pela comissão organizadora da Festa do Avante espera ter “resultados em breve”.

Alexandre Araújo, membro do secretariado do comité central do PCP, anunciou esta terça-feira que serão tomadas todas as “medidas de salvaguarda da saúde” e que nem a pandemia irá “estragar a participação” no evento que marca anualmente a rentrée política do Partido Comunista (PCP). “Estamos preparados para tudo e acreditamos que tudo se vai passar com grande tranquilidade”, declarou.

O dirigente comunista revelou ainda que não foi imposta “nenhuma limitação global à presença na festa” e explicou ainda que venda de bilhetes, que arrancou ainda em dezembro, é “feita de forma descentralizada, através dos militantes”. Por isso, assume, “é mais difícil” saber ao certo quantos bilhetes foram até agora vendidos”. Alexandre Araújo garante, porém, que a DGS conhece “a lotação habitual da Festa do Avante”, que “se aproxima do 100 mil”.

Apesar de estar proibida a realização de festivais e espetáculos culturais e artísticos até 30 de setembro, devido à Covid-19, a lei não impede a realização dos festivais de “iniciativa política”. Recorrendo a essa exceção, o PCP mantém a intenção de realizar a Festa do Avante, que marca anualmente o regresso à atividade política dos comunistas, mas promete “sentido de responsabilidade” e “pesar as circunstancias em que se possa realizar”.

O evento tem data marcada para os dias 4, 5 e 6 de setembro, na Quinta da Atalaia, no concelho do Seixal, e vai contar com medidas de segurança sanitárias apertadas. Este ano, a Festa do Avante terá uma área disponível de 30 mil metros quadrados (mais dez mil do que na edição anterior) e contará com áreas delimitadas e corredores de circulação.

Para evitar ajuntamentos, as portas abrem mais cedo e serão montados três palcos ao ar livre em zonas distintas do recinto da festa. Na área de restauração, o espaço entre mesas nas esplanadas será alargado para aumentar o distanciamento entre as pessoas. Espalhados pelo recinto, estarão também vários pontos para lavar as mãos assim como pontos com gel desinfetante e haverá equipas permanentes de limpeza das instalações sanitárias.

“O PCP já demonstrou responsabilidade e capacidade de organização, para qualquer circunstância e também para a circunstância dos tempos que vivemos. A luta e a alegria não podem ficar à espera”, defende o partido liderado por Jerónimo de Sousa.

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