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Diretor de centro de contra-terrorismo dos EUA demite-se devido à guerra no Irão

Joe Kent, republicano e do movimento MAGA, criticou a “pressão” de Israel sobre os EUA para começar a guerra, considerando que o Irão não representava uma ameaça iminente para o seu país.
U.S. President Donald Trump participates in a bilateral meeting with Finland’s President Alexander Stubb (not pictured), in the Oval office at the White House in Washington, D.C., U.S., October 9, 2025. REUTERS/Nathan Howard TPX IMAGES OF THE DAY
17 Março 2026, 15h59

O diretor do Centro Nacional para o Contra-terrorismo dos Estados Unidos anunciou hoje a sua demissão devido à guerra no Irão.

Joe Kent é um fervoroso republicano e apoiante trumpista do movimento MAGA, mas considerou que os EUA foram enganados por Israel sobre a ameaça que o Irão representava.

“Não posso em boa consciência apoiar a guerra no Irão. O Irão não representava uma ameaça iminente à nossa nação é é claro que começámos esta guerra por pressão de Israel e do seu lobby poderoso americano”, escreveu o responsável nas redes sociais citados pela “Reuters”.

O responsável, que perdeu a mulher (que pertencia à Marinha dos EUA) num ataque suicida na Síria em 2019, disse que não suporta “enviar a próxima geração a combater e a morrer numa guerra que não serve o povo americano”.

“Rezo para que reflitam naquilo que estão a fazer no Irão e por quem estão a fazê-lo”, acrescentou.

Joe Kent serviu nas Forças Especiais dos EUA, os Boinas Verdes do exército americano. Participou em 11 campanhas ao longo de uma carreira de 20 anos.

Mais tarde, juntou-se aos serviços de inteligência dos EUA, a CIA.

“Esta câmara de eco foi usada para enganar-nos para acreditar que o Irão representava uma ameaça iminente para os EUA, e que caso atacássemos agora, havia um caminho claro para a vitória. Isto foi uma mentira e é a mesma tática que os israelitas usaram para arrastar-nos para a desastrosa guerra do Iraque que custou à nossa nação as vidas de milhares dos nossos melhores homens e mulheres. Não podemos cometer este erro de novo”, escreveu.


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