“Discriminatória e infundada”. Associação critica fim de apoios a novos olivais no Alqueva

“É, claramente, uma medida discriminatória e infundada” e, por isso, “não a podemos aceitar e iremos contestá-la”, disse à agência Lusa Miguel Portela de Morais, diretor da Olivum.

A Olivum – Associação de Olivicultores do Sul criticou hoje o fim da concessão de apoios comunitários a novos projetos para instalação de olival e agroindústrias associadas no perímetro do Alqueva, considerando ser “uma medida discriminatória e infundada”.

“É, claramente, uma medida discriminatória e infundada” e, por isso, “não a podemos aceitar e iremos contestá-la”, disse à agência Lusa Miguel Portela de Morais, diretor da Olivum.

Segundo o responsável, a Olivum tem “dúvidas” de que a medida “possa vir a ser implementada”, “não só porque é injusta”, mas também porque a associação põe “em causa” a sua “legalidade”, já que “há uma discriminação de uma cultura [olival] em relação às outras, sem que haja razões e fundamentos para o efeito”.

Miguel Portela de Morais reagia ao fim da concessão de apoios, no âmbito do atual quadro de fundos comunitários, a novos projetos para instalação de olival ou agroindústrias associadas no perímetro do Alqueva, no Alentejo, anunciado hoje pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, na Assembleia da República.

Segundo o ministro, “no perímetro do Alqueva, já existem cerca de 55 mil hectares de olival, o que significa que será cerca de um terço do perímetro de rega” e o Governo entende que “mais do que 30% de uma única atividade no perímetro de rega começa a ser excessivo”.

Capoulas Santos fez o anúncio no início de um debate de urgência sobre impactos negativos de culturas intensivas e superintensivas requerido pelo Partido Ecologistas “Os Verdes”, durante o qual criticou “a desinformação” existente e as “distorções” sobre as consequências da prática da agricultura na zona do Alqueva.

Segundo o ministro, em relação aos elementos disponíveis no Ministério da Agricultura, “conclui-se, no essencial, que o olival (ou o olival em sebe) não promove mais pressões ambientais do que qualquer outra cultura regada” e, pelo contrário, “é menos consumidora de água do que a generalidade” e é “apontada como uma das menos potenciadoras de impactos negativos no solo”.

Ler mais
Relacionadas

Governo vai suspender apoio ao investimento em olival no Alqueva

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, considera que as implicações do olival têm sido “distorcidas” pela opinião pública e não têm as pressões ambientais que lhe são atribuídas.
Recomendadas

Rui Patrício nomeado para Fundação Coleção Berardo após demissão de administrador do Estado

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, nomeou o advogado para a administração da fundação no seguimento da renúncia ao mandato de João Nuno Azevedo Neves. Demissão de administrador nomeado pelo Estado surge no âmbito do processo de guarda do arresto das cerca das 1.000 obras de arte José Berardo que estão no CCB , tal como noticiado nesta terça-feira, 17 de Setembro pelo Jornal Económico.

UTAO: Novo Banco atira défice para 0,8% do PIB no 1.º semestre

O valor estimado pela UTAO para o semestre fica aquém da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,2% do PIB, “sem, contudo, colocar em causa o seu cumprimento”, consideram os técnicos do parlamento.

Região norte é a que mais cresce no setor do turismo em Portugal

O Porto e norte de Portugal afirmou-se, durante o mês de Julho, como o destino que mais cresce na actividade turística no todo do contexto nacional. Dormidas totais registam aumento de perto de 12%,  o que corresponde a 1,1 milhões de dormidas.
Comentários