Dívida mundial diminui para 353% do PIB  no segundo trimestre

Em termos nominais, o Instituto de Finanças Internacionais aponta que a dívida global atingiu um novo recorde no segundo trimestre de 2021, “depois de um ligeiro declínio no primeiro trimestre”, somando 4,8 biliões de dólares (cerca de 4 biliões de euros).

A dívida mundial atingiu os 353% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do segundo trimestre deste ano, uma diminuição de nove pontos face a março, divulgou esta terça-feira o Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

“O rácio mundial de dívida face ao PIB caiu pela primeira vez desde o início da pandemia. À volta dos 353% no segundo trimestre de 2021, o rácio de dívida face ao PIB está nove pontos percentuais abaixo do máximo de 362% do primeiro trimestre de 2021”, pode ler-se num relatório hoje divulgado.

Em termos nominais, o IIF aponta que a dívida global atingiu um novo recorde no segundo trimestre de 2021, “depois de um ligeiro declínio no primeiro trimestre”, somando 4,8 biliões de dólares (cerca de 4 biliões de euros).

“No total, 51 dos 61 países da nossa amostra registaram um declínio nos rácios da dívida face ao PIB no segundo trimestre. A descida é sobretudo atribuível a um aumento robusto da atividade económica. No entanto, a recuperação não foi forte o suficiente para trazer os rácios da dívida abaixo dos níveis pré-pandemia, na maioria dos casos”, pode ler-se no documento do instituto sediado em Washington.

No total, a dívida mundial analisada divide-se entre as famílias (65,5%), as empresas não financeiras (98,6%), a dívida pública (104,6%) e o setor financeiro (84,7%).

“O crescimento da dívida foi mais substancial na zona euro. Largamente liderada pela Alemanha e França, o valor total em dólares na zona euro aumentou 1,3 biliões de dólares [1,099 biliões de euros] para 56 biliões de dólares [47,3 biliões de euros] no segundo trimestre”, nota o IIF.

No documento é também destacado que “com os preços das casas a aumentar, a dívida das famílias aumentou 1,5 biliões de dólares [1,2 biliões de euros]”, estando agora perto dos 46,5 biliões de euros.

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