Dívida pública diminuiu 0,6 pontos percentuais, para 125,8% do PIB

A dívida pública baixou no primeiro semestre para 125,8% do PIB, menos 0,6 pontos percentuais face ao valor registado em março deste ano. Mas o seu peso no PIB continua acima da meta definida para 2018, de 122,2%.

O peso da dívida pública portuguesa baixou 0,6 pontos percentuais, em junho, face a março, para 125,8% do PIB, um valor que está uma décima acima do verifiado no final do ano passado.

Segundo os dados publicados nesta quarta-feira, 22 de agosto, pelo Banco de Portugal, a dívida pública, na óptica de Maastricht, ficou em 246,7 mil milhões de euros no primeiro semestre, menos 3.640 milhões de euros face a março, quando superava os 250,3 mil milhões de euros.

Apesar da evolução positiva regista na dívida pública no segundo trimestre, o seu peso no PIB continua acima da meta definida para 2018, de 122,2%.

De acordo com as estatísticas do banco central sobre o financiamento das administrações públicas relativas a junho de 2018, nos primeiros seis meses do ano, o financiamento das administrações públicas foi de 4,4 mil milhões de euros, valor que compara com 6,6 mil milhões de euros registados em igual período de 2017.

“As administrações públicas financiaram-se essencialmente junto dos bancos, em 4,5 mil milhões de euros”, avança o BdP.

O financiamento através de títulos situou-se em 4,7 mil milhões de euros. Em contrapartida, o financiamento em empréstimos líquidos de depósitos foi de menos 400 milhões de euros

Dívida líquida de depósitos baixa para 116% do PIB face a junho de 2017

Segundo o boletim estatístico hoje divulgado, líquida de ativos em depósitos das administrações públicas, a dívida está em 116% do PIB, acima dos 115,4% do final de 2017, mas abaixo dos 118,4% registados no período homólogo

Os dados do Banco de Portugal permitem ainda verificar que as administrações públicas mantêm uma almofada financeira de 25,7 mil milhões de euros, mais 176 milhões de euros face a maio e mais 501 milhões de euros face ao final do ano passado.

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Bruno Costa Pereira e Pedro Pidwell indicam ainda que “se viu interposto recurso, por parte da devedora, da sentença que declarou a sua insolvência, o que, atento o disposto no art.º 209.º, n.º 2, do CIRE, levará a que a nova assembleia de credores para discutir e votar o plano possa não vir a reunir no ‘timing’ que seria desejável”.
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