Do (tele)trabalho à flexibilidade horária?

Vários estudos dão uma resposta clara ao indicar que não, mais horas de trabalho, não nos tornam mais produtivos. Num estudo realizado pelo Adecco Group é referido que em pleno século XXI a ideia de trabalhar mais horas e assim cumprir mais tarefas já não se aplica. Os tempos mudaram e neste momento o foco deverá ser uma maior flexibilidade. Existem mesmo empresas que desenvolveram projetos-piloto com redução do número de dias/horas de trabalho demonstrando que apesar desta redução, a produtividade manteve-se ou até mesmo aumentou.

Os dias intermináveis de compromissos ou de tarefas e objetivos a cumprir acumulam-se cada vez mais nas nossas vidas. Se há uns anos atrás um trabalho significava sair de casa bem cedo e regressar no final do dia de “mochila às costas” e deixar para o dia de amanhã o que não foi possível fazer hoje, atualmente, somos confrontados com “mil e quinhentas” tarefas e quando o relógio dá as “badaladas” e indica que está na hora de regressar a casa, ainda muito existe por fazer.

Este “muito ainda por fazer” tornou-se, particularmente durante esta pandemia, em muitas mais horas de trabalho, que agora entram pela nossa casa adentro, sem clara distinção sobre o que significa “trabalho” e sobre o que significa “casa”. Desenganem-se por isso aqueles que supõem que teletrabalho é passar horas em frente ao computador sem fazer nada ou até que quem está em teletrabalho “está de férias”. Para alguns talvez essa seja uma realidade, mas sejamos sinceros, se assim o é, significa que no trabalho presencial também muito provavelmente já o seria. Porém, para outros, este teletrabalho não é sinónimo de “não-trabalhar”.

A chegada do teletrabalho não significou por isso “malandrice” ou “ficar em casa o dia todo sem fazer nada”. Para alguns o teletrabalho significou um aumento tão radical de deadlines e horas a cumprir, que os dias tornaram-se “um nevoeiro” sem saberem exatamente onde começam e muito menos onde acabam. E com este exagero, questiono quais são os benefícios do mesmo? Será que dar tarefas e mais tarefas, simplesmente para cumprir um horário traz consigo maior produtividade? Ou será que trabalhar mais horas faz, de cada um de nós, mais produtivos?

Vários estudos dão uma resposta clara ao indicar que não, mais horas de trabalho, não nos tornam mais produtivos. Num estudo realizado pelo Adecco Group é referido que em pleno século XXI a ideia de trabalhar mais horas e assim cumprir mais tarefas já não se aplica. Os tempos mudaram e neste momento o foco deverá ser uma maior flexibilidade. Existem mesmo empresas que desenvolveram projetos-piloto com redução do número de dias/horas de trabalho demonstrando que apesar desta redução, a produtividade manteve-se ou até mesmo aumentou.

Curioso ainda é o facto de que durante a pandemia e apesar das circunstâncias extremamente inesperadas trazidas pela mesma ao nível profissional, no estudo realizado por este grupo, a produtividade aumentou apesar da introdução do trabalho remoto. Algumas razões apontadas para este facto passam pelo ganho de uma maior autonomia, onde agora os trabalhadores podem controlar o seu horário e ainda pela maior flexibilidade que o teletrabalho trouxe incluindo a possibilidade de um maior equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. Este estudo refere assim uma correlação positiva entre maior flexibilidade e maior produtividade.

Ainda nesta nova conjuntura, existem mesmo grandes empresas que neste momento consideram já não regressar a um horário a tempo inteiro, mas a passar para um modelo híbrido onde os trabalhadores dividem o seu tempo entre o local de trabalho físico e o teletrabalho, possibilitando uma maior flexibilidade, o que parece ser um ponto muito apreciado por um grande número de trabalhadores.

Walt Disney disse um dia que “times and conditions change so rapidly that we must keep our aim constantly focused on the future”, por isso, talvez ao invés de pedirmos mais horas ou “tarefas que nunca mais acabam” com o simples objetivo de cumprir um horário “como o de antigamente”….talvez….e…..só……talvez…faça mais sentido considerarmos antes de tudo esta mudança de paradigma que estamos a vivenciar e introduzir flexibilidade pois já diz o velho ditado: “Nem sempre quantidade, significa qualidade”!

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