Domingos Soares de Oliveira: “não há neste momento qualquer situação oficial entre o Benfica e o treinador Jorge Jesus”

“Conforme é sabido, o nosso presidente tem uma relação pessoal com o treinador Jorge Jesus, portanto é natural que converse com o treinador, mas não não há neste momento qualquer situação oficial entre o Benfica e o treinador Jorge Jesus”, vincou Domingos Soares de Oliveira.

O administrador da Sport Lisboa e Benfica, SAD, Domingos Soares de Oliveira disse que neste momento “não não há neste momento qualquer situação oficial entre o Benfica e o treinador Jorge Jesus”.

Questionado sobre se poderia confirmar a existência de contactos diretos e indiretos entre a direção do clube benfiquista e o treinador português Jorge Jesus, o líder da SAD ‘encarnada’ disse perentoriamente “não confirmo qualquer contacto com o treinador Jorge Jesus”.

“Conforme é sabido, o nosso presidente tem uma relação pessoal com o treinador Jorge Jesus, portanto é natural que converse com o treinador, mas não não há neste momento qualquer situação oficial entre o Benfica e o treinador Jorge Jesus”, vincou Domingos Soares de Oliveira.

Jorge Jesus, que passou seis épocas ao leme da equipa principal de futebol do Benfica, tem sido uns nomes falados na imprensa nacional como o possível treinador para a próxima época desportiva.

O dirigente falava na sessão de perguntas e respostas que se seguiu à sessão de apuramento dos resultados do empréstimo obrigacionista lançado pela SAD benfiquista, na qual levantou 50 milhões de euros, numa operação em que a procura superou a oferta em 1,4 vezes.

Domingos Soares de Oliveira explicou que esta operação se traduziu num ” movimento claramente de antecipação”, uma vez que persiste algum grau de incerteza no que diz respeito ao impacto da Covid-19 nas contas do clube da Luz.

“O Benfica continua a ter uma situação de tesouraria que é boa e que é sã, mas [não sabemos] como é que o mercado vai ser impactado em três níveis das nossas receitas. Nomeadamente, como é que o mercado de transferências se vai comportar, como é que o mercado de bilhética se vai comportar — se vamos ou não ter jogos com público durante o próximo ano — e como é que as competições europeias se vão comportar e, em particular, como é que vai ser a evolução do Benfica nestas competições”, disse o administrador da SAD encarnada.

“Este empréstimo obrigacionista permite-nos ter a tesouraria necessária para podermos o próximo ano em todas as suas vertentes e não apenas em termos de investimento de uma maneira mais tranquila”, adiantou.

Face a robustez das contas do clube, Domingos Soares de Oliveira garantiu que o Benfica não vai entrar na próxima janela do mercado de transferências para fazer “vendas com saldos”.

“Tivemos dúvidas sobre como é que o mercado se iria comportar neste período de transferências, que é um período diferente. Começamos a ver as primeiras transferências com valores robustos e o mercado europeu está a ter um comportamento interessante, ou seja, desde que haja investimentos nos 10, 12 grandes clubes, esses investimentos depois têm repercussão, porque quem vende a esses clubes, fica com mais capacidade para comprar. É expectável que o mercado se anime ao longo dos próximos meses. Mas não temos nenhum número relativamente a necessidades de vendas”, disse o administrador da SAD do Benfica.

50 milhões poderão apoiar o reforço da equipa principal

O montante levantado no empréstimo obrigacionista poderá em parte ser canalizado para o investimento desportivo, mas não para a contratação do próximo treinador da equipa principal de futebol.

Em relação ao investimento desportivo, Domingos Soares de Oliveira disse que “algumas pessoas comentaram nos últimos dias se o sucesso desta oferta significativa que iríamos ter mais capacidade de investimento. A minha resposta relativamente a esta matéria é que o Benfica terá capacidade para fazer esse investimento. O nosso trabalho resulta do sucesso desportivo e tudo aquilo que fazemos visa esse sucesso desportivo, com uma base sólida do ponto de vista de estrutura de balanço. Este reforço vai dar-nos efetivamente uma capacidade adicional para, se for esse o desejo, podermos fazer esses investimentos adicionais para garantirmos nas próximas épocas este sucesso desportivo”.

E adiantou que este empréstimo obrigacionista não altera o paradigma do investimento na equipa profissional do Benfica. “Não há nenhuma mudança de paradigma, eu creio que existe às vezes pouca consciência do que tem sido a política de investimentos do Benfica no seu plantel. Estive a fazer hoje o apuramento dos números e, desde 2010 e 2011, temos um investimento médio anual que ultrapassa os 55 milhões de euros. Se olharmos para os outros anos, já tivemos anos em que fizemos um investimento de 84 milhões de euros, o investimento nesta época foi superior a 60 milhões de euros. O Benfica nunca deixou de investir por contraponto de uma aposta cega no Seixal. Não há aqui razão nenhuma. Já fizemos operações de recurso ao mercado para efeitos de empréstimos obrigacionistas de montantes superiores ou iguais ao que fizemos agora. E não há nem nunca houve uma travagem relativamente a este investimento”.

Quanto à possibilidade de canalizar parte destes fundos para a contração do treinador, o administrador da SAD encarnada foi claro: “Não”.

“O custo do treinador numa casa como a nossa, que fatura cerca de 300 milhões de euros, não é propriamente o custo do treinador ser mais baixo ou ser mais alto que vai estar dependente do sucesso do empréstimo obrigacionista”, explicou Domingos Soares de Oliveira.

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