[weglot_switcher]

Dona da Zara regista máximo histórico na Bolsa: capitalização alcança 174 mil milhões

Segundo relatórios e analistas citados pela Reuters, o desempenho positivo da Inditex reflete não apenas a recuperação da procura após o primeiro semestre mais fraco, mas também o impacto das estratégias de integração entre lojas físicas e plataformas digitais
Zara
12 Dezembro 2025, 13h19

A Inditex, dona de marcas como Zara, Massimo Dutti e Bershka, atingiu nesta sexta-feira um recorde histórico de capitalização bolsista de cerca de 174 mil milhões de euros, após uma série de resultados trimestrais que superaram as expetativas dos analistas e impulsionaram as ações no mercado, divulgou o jornal espanhol Cinco Dias.

As ações da multinacional espanhola ultrapassaram os 56 euros por título, superando a máxima anterior de 55,98 euros, segundo dados da BME, foi atingida exatamente um ano atrás, em 4 de dezembro. Isso eleva a sua capitalização de mercado para os valores acima mencionados.

Os dados divulgados pela própria Inditex mostram que as vendas nos primeiros nove meses de 2025 somaram cerca de 28,2 mil milhões de euros, e um lucro líquido de 4,622 mil milhões de euros, apresentando um crescimento tanto no mercado físico quanto no online, apesar de um ambiente macroeconómico desafiante.

No terceiro trimestre específico, as receitas da empresa cresceram 4,9% em termos nominais e 8,4% em moeda constante, atingindo aproximadamente 9,8 mil milhões de euros, mais do que as previsões de mercado.

Segundo relatórios e analistas citados pela Reuters, o desempenho positivo da Inditex reflete não apenas a recuperação da procura após o primeiro semestre mais fraco, mas também o impacto das estratégias de integração entre lojas físicas e plataformas digitais, além de um forte crescimento inicial da temporada de outono/inverno, com as vendas em novembro a subir mais de 10% em comparação com o ano anterior.

A reação do mercado foi imediata: após a divulgação dos números, as ações subiram fortemente ao longo da semana, com ganhos superiores a 8%, sinalizando a confiança dos investidores na trajetória de crescimento da companhia. “O Bank of America elevou a sua recomendação para “compra” e estabeleceu um novo preço-alvo de 60 euros, o mais alto, ao lado do da Bernstein, que também estabeleceu esse montante. O Goldman Sachs ficou nos 59 euros e o Deutsche Bank aumentou a sua avaliação de 48 euros para 53 euros”, diz o Cinco Dias. De 10 de setembro até ao momento, o preço dos títulos subiu quase 30%.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.